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A importância do “Mamanhês”

Olá mamães e papais, tudo bem?

Já ouviram falar em mamanhês?

Mamanhês é o nome dado a forma como adultos e principalmente os pais falam com os seus bebês.

Uma vez, conversando com uma amiga, ela me contou de um papo que teve com uma fonoaudióloga sobre a importância do mamanhês e eu fui me aprofundar no assunto pra contar para vocês.

Existe uma linha de pesquisa que encontrou diversos pontos parecidos no mamanhês de cada um. São entonações, pausas, responder pelo bebê como se estivesse acontecendo uma conversa de verdade, prolongar algumas sílabas, enfim, é um instinto impressionante, que todos que se tornam pais experimentam.

E não são só os pais né? Quando nos aproximamos de um bebê é quase impossível não afinar a voz e fazer caretas, isso ninguém pode negar.

Quando estes pesquisadores descobriram essas características em comum começaram algumas pesquisas muito interessantes relacionando o mamanhês e respostas positivas de bebês que foram diagnosticados como crianças autistas posteriormente.

Alguns bebês já dão sinais de que são autistas muito cedo. Não interagem com ninguém, não procuram o olhar da mãe ou do pai e você precisa se desdobrar em mil para ele apenas olhar para você. Foram analisados alguns vídeos de crianças com essas características e analisadas também as vozes das pessoas que interagiam com essas crianças. Em diversos casos a voz dos cuidadores principais não tinham as características básicas do mamanhês.

E o interessante é que quando aparecia alguém novo na cena que falava o mamanhês a criança reagia! Olhava, balbuciava e tentava interagir. Claro que ainda não houveram resultados cem porcento comprovados sobre isso, senão já teriam noticiado nos quatro cantos do mundo, mas é no mínimo interessante né? Parece que o mamanhês puxa a criança para fora do mundinho dela.

Pais falando com o bebê no berço

Outro benefício de falar “ô coisinha lindja, diícia di mamã!” É que ao falar assim chamamos a atenção da criança para a vocalização. E incentivamos de alguma forma o desenvolvimento da fala. O que devemos prestar atenção, é que a criança imita o adulto e aprende a falar o que ouve. Portanto o ideal é resistir à vontade louca de imitar o seu filhote falando errado e sempre repetir a palavra certa.

Por exemplo a Nina diz “vilo” ao invés de “livro” e o João conseguiu complicar ainda mais e diz “livla“! Quando eles pedem o “vilo” ou o “livla” eu tenho que me segurar com a fofura toda e responder: A mamãe vai pegar o livro para você.

Dessa forma eles vão ouvindo e se acostumando com a forma certa de falar até que um dia naturalmente sai a palavra correta.

Mãe falando com o bebê

O mamanhês também é chamado de “fala afetiva” e é bem isso né? Conheço casais que decidiram não falar assim com seus filhos e se dirigem à eles como falam com qualquer adulto. Cada um sabe o que faz, e como conduz a educação de seus filhos, mas para mim soa esquisito. Claro que você não vai usar o mamanhês após uma certa idade, senão seu filho terá toda razão ao te pedir para deixar ele na esquina da escola! (rs!) Mas eu sinto que um instinto tão forte como esse não pode ser ignorado.

E vocês? O que pensam sobre isso?

Beijocas!

Kaká

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Paranóia | Crônica da Semana Casal do Blog

Crônica da Semana: Colunistas Casal do Blog – Paranóia

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“-Toca, porcaria, toca!” – dizia ela em voz alta olhando para o aparelho telefônico. Era mais um reflexo da vontade de falar com ele. Pausou por um tempo – não muito – e trancada no seu quarto, deslanchou pensamentos neuróticos contra si própria: “-Eu preciso saber o que ele está fazendo, com quem está! Não porque eu quero controla-lo, mas e se no meio do caminho ele encontrar alguém que o engane, que finja que vai ama-lo pelo resto da vida? Eu tô aqui, aliás, eu sempre tive, o tempo todo. Eu que quero ser essa pessoa que ele procura, será que esse homem não tem instintos para perceber isso?… É horroroso passar por uma crise de ciúmes quando não se pode descontar em alguém… Argh!”

Pegou um xícara de café, olhou para o porta retrato e voltou a conversar com as paredes: “-Se eu pudesse eu matava qualquer possibilidade dele não ficar comigo. Poxa! Foi eu quem sempre quis cuidar dele, quem sempre quis que ele me olhasse, qualquer outra mulher seria injusto demais. Aliás, isso não é uma crise de ciúmes é?  Eu não sou ciumenta sou?”Parou por um momento para pensar e se deu conta: “Meu Deus! Eu sou.” Aquela verdade bateu como água em pedra dura .

Esmoreceu, se sentiu culpada, levantou olhos em direção do espelho e questionou sem pausa:  “-Será que é por causa desse meu ciúme doentio que ele me vê como amigo apenas? …Se ao menos eu pudesse esconder todo essa fixação por ele, sei lá, jogar em baixo do tapete por alguns minutos… parece que vou ter que aprender a controlar isso. Estou tão confusa…Eu nunca precisei fazer sacrifício por ninguém, não sei por onde começar. Talvez eu devesse largar mão de pensar que mereço exclusividade, ele tinha sua vida antes de mim… Conheceu outras mulheres, outras pessoas…. Ah chega! Não quero mais pensar nisso…Vou arrastar esse sentimento comigo o resto da vida? Será que nem por ele eu posso parar com esse egoísmo e mudar? Calma.. E se… eu fizesse ele reconhecer que precisa mais de mim que eu dele?Seria genial!… mas não vai funcionar, todos amam tanto aquele jeito agradável dele, como ele consegue agradar tanto as pessoas?” –  Voltou o silêncio.

Se jogou no sofá de qualquer jeito e disse: “- Burra! Você ta pensando em coisas que vão te afastar dele não ta vendo? E se você se distanciar ele vai se decepcionar  e correr para outra rapidinho. Há muitas mulheres que queriam estar no seu lugar…. É isso! Muitas mulheres queriam estar no meu lugar , mas nenhuma delas está, porque ele mesmo  diz que me ama como nunca amou alguém, que quer me fazer feliz, ele me faz rir das coisas bobas, me faz tão bem..” – abriu um leve sorriso orgulhoso e concluiu: ” – Ah… ele é um fofo mesmo…não tenho do que reclamar… Droga, acho que eu amo ele de verdade.”  Telefone toca, e ela sai correndo para atender. Era engano. Ela cai na gargalhada sozinha no apartamento.

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