Gestação


Visitar ou não visitar um recém-nascido?

Oi gente, tudo certo?

Eu sempre me senti constrangida de visitar recém-nascidos, sempre! Mesmo antes de ser mãe, eu me sentia invadindo a privacidade da mãe, do pai, do bebê, da família em geral. Nunca gostei mesmo.

Uma vez fui na maternidade visitar um bebê que eu tinha zero intimidade, eram mais amigos do meu marido, e ele saiu com o pai do bebê para tomar um café e eu fiquei lá com a esposa. Já não tinha muito assunto, e de repente chega o bebê para mamar. Aquela situação, a enfermeira ensinando, a moça com o seio de fora, tentando amamentar e eu lá. Até levantei para sair, mas a moça pediu que eu ficasse. Aff gente, muito constrangedor. Me senti invadindo um momento super íntimo.

Bebê recém nascido

Eu já sabia que eu não ia querer visitas, isso sempre foi muito claro para mim, só que eu tive gêmeos, e isso gera uma curiosidade absurda nas pessoas. Todos querem ver e conhecer os gêmeos.

Combinei com o meu marido que queria todo mundo na maternidade para assistir o parto. E eu queria mesmo, na maternidade que eles nasceram tem uma “janelona” para a família assistir o parto e olha, devia ter umas trinta pessoas lá. Foi demais! Eu adorei olhar pela janela e ver meus amigos mandando boas energias e todos emocionados com o nascimento deles.

Eu já imaginava que iria receber muitas visitas na maternidade, graças aos céus eu tenho muitos amigos! E eu sabia que essa gente toda ia querer ver a gente e participar desse momento tão especial. Então eu avisei todo mundo que eu ia receber na maternidade pois em casa ia demorar um pouco para receber visitas.

Na maternidade você ainda tem o suporte das enfermeiras, e uma porção de ferramentas para ajudar no controle de visitas, como a portaria. Pedimos na portaria para não liberar a entrada de ninguém sem antes falar com a gente, e o meu marido tinha a importantíssima função de filtrar as visitas, segurar o pessoal enquanto eu amamentava ou estava dormindo.

Os primeiros dias com o bebê são uma loucura, estamos todos aprendendo tudo! Amamentação, trocas de fralda, humores, hormônios, insegurança, sono e muito cansaço fazem parte desses dias. Fora o medo, querendo ou não nosso bebezinho indefeso acabou de sair de um ambiente totalmente controlado, para ter contato com o mundo. Uma pessoa chegando da rua se torna uma baita ameaça.

Eu não me senti mal em momento algum por controlar as visitas, eu estava fazendo tudo me baseando pelo que eu sentia. Tenho amigas que não tiveram coragem de recusar visitas em casa ou na maternidade, e esses primeiros dias de vida nova se tornaram bem mais difíceis do que precisavam ser.

A mãe e o pai estão no controle e tem todo o direito de não querer visitas. É o momento de vocês, e é um momento muito especial. Não se sinta constrangida por isso, faça o que o seu coração mandar, seus amigos vão entender.

Em casa eu não queria receber ninguém mesmo. Eu andava de pijama o dia inteiro, descabelada, dormindo em pé literalmente, amamentando, com dor ainda do corte e aprendendo tudo sobre eles, receber gente em casa nessas condições para mim era simplesmente impossível! Tive amigos que ligaram para visitar e eu educadamente recusei, disse que ainda estava tudo muito confuso e realmente estava.

Lembro quando eles estavam com um mês e meio, teve um casal de amigos que quis muito ir lá em casa, insistiram e acabamos cedendo. Pedimos uma pizza, e estava indo tudo bem, até que a Nina e João começaram com uma crise de cólica. Minha reação foi pegar os dois, levar para o quarto, fechar a porta e desejar profundamente que as visitas sumissem dali! Ficou até chato, porque eu não sai do quarto nem para me despedir, quando eles foram embora, meu marido entrou no quarto e eu estava quase chorando, decidimos que não iríamos mais receber ninguém, ainda não estávamos prontos.

Alguns queridos muito próximos eu não tinha problema nenhum em receber, aqueles que não tem problema você ficar de pijama sabe?  E só.

Mãe e bebê recém nascido

Para a minha família funcionou muito bem o esquema de não receber visitas. Claro que cada casal vai sentir a situação de um jeito, mas até os casais mais festeiros podem sentir essa necessidade de privacidade nos primeiros dias e até meses. Respeite sempre! Pergunte antes de visitar, deixe o casal totalmente a vontade para recusar sua visita. E honestamente, só vá se for alguém muito próximo.

Agora, se você for visitar alguém, segue algumas regras de ouro:

– Assim que você chegar, lave bem suas mãos e braços até o cotovelo. Peça por álcool gel. Dessa forma você deixa a mamãe segura. Se for pegar o bebê no colo, peça um pano ou fralda de pano grande para cobrir toda a sua roupa onde o bebê irá encostar.

– Nem pense em beber ou fumar antes da sua visita! Imagina alguém com bafo de bebida ou cigarro perto do seu bebezinho recém nascido? Evite também cremes e perfumes fortes.

– Não leve chocolates de presente para a mamãe, o chocolate é um dos alimentos que podem causar cólicas no bebê. Mamães que amamentam não podem comer chocolate.

– Flores são lindas! Mas um quarto lotado de flores já se torna um certo transtorno. Pense em outra coisa! Fraldas! Fraldas são sempre úteis!

– Esse tipo de visita deve durar no máximo 30 minutos. No máximo.

– Se estiver com qualquer indício de doença, não vá!

– Sinta o ambiente, se os pais estiverem com cara de muito cansados, se o bebê começar a chorar, estiver na hora de amamentar, talvez seja a sua deixa para a família ficar tranqüila na sua intimidade.

Com o tempo a insegurança vai embora e a maioria das mães quer muitas visitas! Essa hora vai chegar e você poderá curtir o bebezinho sem ter medo de atrapalhar nada.

Um beijo!

Kaká

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Sobre a placenta e o cordão umbilical

Olá casamenteiras, tudo bem?

Engraçado que quando eu era pequena eu achava que o bebê ficava dentro da placenta quando estava dentro da barriga das mulheres grávidas. Quando eu engravidei eu já sabia que não era assim, que o bebê ficava dentro do saco amniótico e a placenta era outra coisa.

Mas meus amigos, principalmente homens continuavam a achar que a placenta era o que envolvia o bebê. E não é assim pessoal!

A placenta é um órgão que existe única e exclusivamente durante a gestação. Ela faz um trabalho de filtragem e ligação sanguínea entre a mãe e o bebê.

Ela é um órgão mesmo, bem sólido, e é dela sai o cordão umbilical que liga a mamãe ao bebê. Através da placenta os nutrientes e oxigênio que a mãe ingere e respira chegam no corpo do bebê, e mãe e bebê compartilham a corrente sanguínea. Ela também produz hormônios super importantes para o desenvolvimento satisfatório do feto.

Em uma gestação de gêmeos idênticos, os bebês compartilham a mesma placenta. Isso é motivo para um acompanhamento mais cuidadoso, pois um bebê pode receber mais nutrientes e oxigênio do que o outro. No caso de gêmeos bivitelinos, cada um tem a sua “lanchonete” como dizia o meu obstetra. Isso torna a gestação mais tranquila.

ultrasom

A placenta filtra diversas toxinas e protege o bebê de muitas formas. Ela acomoda o bebê dentro do saco amniótico e também é uma proteção contra possíveis pancadas na barriga. Claro que se acontecer uma pancada muito forte deve-se procurar um médico e verificar se está tudo bem!

Importante ressaltar também que a placenta é muito eficiente, mas a grávida tem que fazer a sua parte não ingerindo álcool, drogas, tabaco e outras substâncias que a placenta não consegue filtrar.

Este órgão temporário é vital para a sobrevivência do bebê. Grande parte dos problemas que podem acontecer durante uma gestação estão ligados ao desenvolvimento da placenta.

Nas últimas diretrizes implementadas para os partos humanizados na rede pública de saúde no Brasil, incluíram o corte tardio do cordão umbilical, falei dessas novas diretrizes nesse post aqui, vale dar uma olhada. Fui pesquisar o porquê dessa medida e fiquei encantada com as pesquisas que foram desenvolvidas sobre o assunto. Existe uma pressa enorme em cortar o cordão quando o bebê nasce, mas esperar de um a três minutos ou até o cordão parar de pulsar pode trazer muitos benefícios para o bebê.

Bebê recém-nascido

Por ser um órgão com tempo determinado de duração, a placenta para de funcionar e perde sua utilidade logo após o parto. Mas o consenso geral é de que o bebê deve ser separado imediatamente com o corte do cordão. Isso já está mudando, o que é uma ótima notícia! 

Entre os benefícios estudados do corte tardio do cordão umbilical estão:

– Aumento significativo de ferritina no sangue dos bebês. O que pode evitar a necessidade de complementos de ferro que são receitados para todos os bebês. Evitando também muitos casos de anemia.

– Aumento no nível de hemoglobinas. A hemoglobina é responsável pelo transporte de oxigênio e nutrientes para todas as células do nosso corpo.

– Melhora significativa no peso. O cordão continua passando sangue para o bebê mesmo após o nascimento. Algumas fontes dizem que chega a ser até 100ml de sangue a mais. Em alguns casos isso pode fazer toda a diferença no peso do bebê, e consequentemente melhora também a imunidade.

Enfim, eu não sabia dessa possibilidade do corte tardio quanto tive os meus bebês, mas hoje eu com certeza pediria para o médico esperar um pouco para fazer o corte.

Informação é tudo nessa vida né mamães? E lembrem-se, você pode e deve dizer suas vontades para o seu médico. E ele deve sempre respeitá-las quando isso não colocar ninguém em risco.

Aposto que depois de ler tudo isso você até gosta mais da sua placenta vai? hehehe

Um beijo,

Kaká

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Inspiração de Fotos do Barrigão

Olá meninas, tudo bem?

Tem gravidinha por aí?

Por volta da 32ª semana de gestação até a 34ª semana é o período ideal para fazer fotos do barrigão. Nessa fase, normalmente a grávida ainda se sente muito bem e confortável, a barriga já está grande e redondinha e ainda não estamos tão inchadas. Enfim, para mim, a gestação foi um período em que me senti muito poderosa, feminina e linda! Eu fiz minhas fotos com 32 semanas pois tive gêmeos e a barriga já estava gigante, simplesmente amei a experiência e recomendo muito!

Pesquisei pela internet algumas fotos de grávidas lindas para vocês usarem como referência. Tem desde fotografias super elegantes a fotos super divertidas. Vai muito do clima da grávida e do casal.

Aproveitem!

Beijos,

Kaká

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Vamos falar sobre parto?

Olá Casamenteiras, tudo bem?

Vamos falar sobre parto?

Essa semana o ANS implementou as novas diretrizes de partos para os planos de saúde no Brasil. Essa medida já está valendo a partir da última segunda-feira (06/07/15).

Os médicos sempre tiveram que justificar as cesáreas para receberem o pagamento do plano de saúde. E cá entre nós, sabemos que na grande maioria dos casos as cesáreas são feitas em mulheres saudáveis, bebês saudáveis e situações que poderiam muito bem evoluir para um parto normal.

A diferença agora é que o médico durante o trabalho de parto (sim, todas as mulheres entrarão em trabalho de parto, salvo exceções de risco) irá preencher uma ficha chamada “partograma” e terá que utilizar este documento para justificar a cesárea e assim receber o seu pagamento do plano de saúde. Será cobrado dos planos de saúde uma maior fiscalização deste documento e haverão auditorias, onde se for constatado que a cesárea foi desnecessária, o plano pode não pagar o médico e a equipe. Essa medida com certeza vai incentivar os médicos a diminuir o número de cesáreas não necessárias por mexer diretamente no bolso.

Pausa para uma atualização: logo após a divulgação das medidas, a ANS voltou atrás e decidiu que o plano de saúde pode sim pagar o médico e equipe no caso de uma cesárea eletiva, a paciente deve ser informada de todos os riscos que ela e o bebê correm no parto cesariano e assinar um termo de autorização do procedimento. Decidi não mudar o texto que já havia escrito pois nele contém a minha sincera opinião sobre estes últimos acontecimentos. Voltando ao post!

Hoje, 84,6% dos partos realizados por planos de saúde são cesáreas. E na rede pública este número é de 40%. Combinando os dados da rede pública e privada o número de cesáreas no Brasil é de 55,6% do total de nascimentos. Muito acima da média recomendada pela OMS ( Organização Mundial da Saúde) que é de apenas 15%.

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Olhando essa situação pela ótica dos obstetras, podemos entender o porquê de tantos partos serem feitos através de cesáreas com hora marcada. Os planos de saúde pagam muito pouco por partos normais, e o parto normal demanda que o médico fique à disposição da paciente por horas, até que o bebê nasça. Horas que ele poderia estar no consultório atendendo outras pacientes e assim ganhando mais dindin. Fora que o parto normal acontece a qualquer momento, dia ou noite, dia útil e final de semana, feriados, enfim é bem mais restritivo para o médico.

Pela nossa ótica, mulheres, grávidas e mamães, não há dúvidas de que o parto normal é melhor para mãe e bebê. Inúmeros estudos mostram essa realidade. Porém vi por aí muitas mulheres apavoradas com a idéia de serem “obrigadas”a ter um parto normal. Algumas por falta de informação e outras por terem tido experiências realmente assustadoras em partos anteriores. Cada uma com razão dentro da sua razão, certo?

Mulheres que fazem questão de ter um parto normal, tem uma baita dificuldade de encontrar médicos que apoiam essa decisão, e até as que têm plano de saúde têm procurado maternidades públicas para terem seus bebês da forma que querem.

O Ministério da Saúde aprovou recentemente novas diretrizes para o parto humanizado na rede pública, que incluem amamentação na primeira hora, corte tardio do cordão umbilical (esperar ele parar de pulsar para cortar), exames e vacinas também são feitas um pouco mais tarde, possibilitando que mãe e bebê tenham um contato pele com pele por mais tempo logo após o nascimento, entre outras medidas que só trazem benefícios para todos. Isso está atraindo muitas mulheres para a rede pública.

Pelo que eu entendi, sim, se você fizer questão de fazer uma cesárea e estiver em plenas condições de fazer o parto normal, você terá que pagar por isso. (Lembrem-se da atualização!) Não é uma boa comparação, mas é como uma cirurgia plástica, se a cirurgia for para corrigir a retirada de uma mama por exemplo, o plano de saúde cobre, agora se for puramente estética como implantes de silicone para aumentar os seios, o plano não cobre.

Ou seja, você continua com o poder de decisão sobre o seu parto, mas se não houver a necessidade justificada e documentada pelo seu médico para uma cesárea, você terá que pagar pelo seu parto.

Eu sempre gostei da ideia do parto normal. Acredito profundamente que o nosso corpo é preparado para esse momento e sabe o que fazer. Minha gestação foi super tranquila, mas desde que eu descobri que eram gêmeos, tirei a ideia de um parto normal da minha cabeça.

Recém Nascido

Hoje, lendo mais sobre o assunto, vejo que eu poderia sim ter insistido na ideia de um parto normal, mesmo sendo gêmeos. Tantas mulheres no mundo conseguem! Porque eu não conseguiria? Eu não insisti na ideia por falta de informação. Não do meu obstetra que é maravilhoso! Mas eu não sabia que era possível e nem levantei a lebre.

Respeito muito a decisão de cada uma das mulheres do mundo, mas não posso dizer que não comemorei os acontecimentos recentes que vão melhorar tanto os índices de óbitos de mães e bebês no nosso país.

Não pretendo ter mais filhos, mas se acontecer, vou insistir até o fim por um parto normal. Estou bem longe de ser uma militante chata do parto normal, dessas que não respeita a decisão dos outros. Já vi muitas dessas chatas dizendo coisas absurdas! Que cesárea não é parto, que quem faz cesárea é covarde, e até o absurdo de que quem faz cesárea nem deveria ser mãe! Pode?

Me deixa muito triste ler essas coisas pela internet, é muita falta de amor falar isso de qualquer pessoa. Eu tive meus filhos por cesárea, foi um parto sim e foi lindo! Foi um momento mágico! Minha família e meus amigos estavam lá assistindo tudo pelo vidro da maternidade. Eu amei! Faria diferente hoje? Talvez. Mas eu amei!

O recado que eu gostaria que ficasse aqui é para as grávidas. Informem-se! Leiam, busquem saber sobre o parto normal e principalmente conversem com seus obstetras e deixem tudo combinado. Não há o que temer! Nós aqui no Brasil temos uma imagem terrível do parto normal, gritos, dor, suor, sangue e muito sofrimento. Mas não precisa ser assim. Leiam, procurem saber, tenho certeza que vão se surpreender!

E boa hora para todas as leitoras gravidinhas! Cesárea ou normal que tenham um lindo parto e curtam muito esse momento mágico de conhecer esse ser lindo que está dentro da sua barriga!

Beijos

Kaká

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