É muito comum na primavera e no verão escutarmos relatos sobre cães que ingerem água da piscina. Este é um hábito que devemos evitar. Esta água contém níveis de cloro muito altos que podem levar a uma série de efeitos danosos ao cão. Abaixo listo alguns sinais que podem ser observados após ingestão:

* Queimadura na boca e garganta com inchaço do local e dificuldade de respirar;

* Lesões no estômago que geram vômitos muitas vezes com sangue vivo ou sangue digerido (vômito ‘borra de café’);

* Dores abdominais;

* Fraqueza e desmaios;

* Insuficiência hepática e cirrose em cães que ingerem água da piscina em pequenas quantidades por longo tempo.

Também verificamos que aqueles cães que permanecem na água por um longo período podem apresentar alterações de pele como descamação e dermatites. O ideal após o cão entrar na piscina é dar um banho completo (com shampoo ou sabão) para retirar todo o cloro. Além do cloro, a água da piscina também tem outros produtos químicos como algicidas e clarificantes, tornando-a totalmente imprópria para a ingestão. Caso o seu cão tenha este hábito, leve-o para um check-up com o veterinário.

Dra. Viviane Dubal – CRMV/RS 8844

Formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e proprietária da Clinica Veterinária Saúde Animal em Porto Alegre.

Contato: vivianesd@bol.com.br

Foto: via Bem Legaus