Olá Casamenteiras, tudo bem?

Existem alguns pontos importantes para analisarmos quando vamos escolher um imóvel para viver com crianças.

Quando eu me casei, e até hoje é assim, o que valia a pena era alugar e não comprar uma casa ou apê, por conta dos valores obscenos que vem sendo praticados pelo mercado.
Pois bem, dei sorte de encontrar uma colega de trabalho que estava saindo do apê que ela morava e que era na frente da agência que eu trabalhava, bem em tempo de eu me mudar! Maravilha! Levei o noivo para conhecer e era um apê pequeno, 2 quartos, sem suíte, uma sala legal, cabia um sofá grande para receber os amigos, tudo o que precisávamos!
Vivemos ali por 1 ano, foi a nossa primeira casinha e eu tenho um carinho super especial por ela. Mas, nem tudo são flores quando se aluga e a dona pediu o apê de volta.

O mercado estava meio parado e encontramos um apartamento incrível que podíamos pagar! Uma cobertura com uma varanda imensa no andar de cima. Rolaram altas festas, churrascos, uma delicia!
Eu e o marido nunca fomos de usar a estrutura do prédio, no primeiro apê nem sabíamos (e não sei até hoje) como é a estrutura no térreo! E na cobertura, quando fomos conhecer, o corretor até mostrou a parte térrea, tinha uma piscina pequena, uma quadra e um parquinho bem pequeno. Mas olhamos por olhar, não fazia sentido na época! Com uma varandona daquelas nós íamos mesmo era curtir o apartamento!

E então vieram as crianças!

Fonte: Dollar Photo Club

Fonte: Dollar Photo Club

A vida e as prioridades viram de cabeça para baixo quando temos filhos. Já ouviram falar da “Síndrome do ninho”?
Basicamente é uma loucura que bate na mulher grávida de querer arrumar, limpar, organizar a casa para a chegada da cria. Normalmente ela vem alguns dias antes do parto, mas eu tive um surto psicótico bem antes, e comecei a trocar tudo e  transformar aquela casa de um casal que ama receber amigos e fazer festa em uma “casa de família”.

Mas só depois que as crianças chegaram que eu percebi coisas pequenas que eu não via antes.

No térreo do prédio onde eu passeava e levava eles para o banho de sol ventava muito! Parecia um vendaval, impossível ficar com eles ali. O piso era de um bloquete áspero, que ia machucar os joelhinhos quando eles começassem a engatinhar, o parquinho era minúsculo e tinha um degrau enorme, eles iam enjoar em segundos e podiam se machucar, a piscina ficava na sombra  o dia inteiro, gelada demais para entrar com eles e o maior de todos os problemas, eu estava no 23º andar! E o prédio não tinha gerador, ou seja, se acontecesse qualquer coisa e eu precisasse correr durante uma queda de energia eu teria que descer 23 andares, 25 contando com a garagem levando dois bebês. Fora que por ser cobertura o apê tinha escada, e era uma escada caracol, dessas bem perigosas. Enfim, acho que já entenderam a situação… Hahaha
Resolvemos nos mudar. E agora procurando com outros olhos e já vivendo em um condomínio que eu amo, posso dar algumas dicas para quem estiver nessa fase.

– Repare se há estrutura para crianças, parquinho, quadra, brinquedoteca, piscina (aquecida ou que bata o sol), se tiver árvores é legal também! Aqui temos muitas, jabuticaba, amora, goiaba, manga, as crianças vivem pegando fruta para comer do pé. Nem parece que estamos em São Paulo. E espaço também é importante, para correr, andar de patinete, bicicleta. Veja também se existem opções para distrair os pequenos em dias de chuva ou muito frios.

Fonte: Dollar Photo Club

Fonte: Dollar Photo Club

– Verifique se a piscina é protegida por grades. Evita acidentes com os pequenos. Nós fomos visitar um apê na época que era maravilhoso e até um pouco mais barato do que estamos, mas não quis saber dele por que a piscina era totalmente aberta.

– Seu filhote vai engatinhar bastante pelo prédio, veja se o piso não é daqueles que machuca!

– Quanto mais crianças melhor! Aqui nesse prédio o Dia das Bruxas é uma loucura de crianças tocando a campainha. É muito legal, tem crianças de todas as idades e uma turminha de crianças da mesma idade da Nina e do João que estão crescendo juntos. Ter bastante crianças foi um dos pontos mais importantes na minha escolha e eu acertei em cheio!

– De preferência escolha andares mais baixos (se não tiver gerador para os elevadores) nunca se sabe o que pode acontecer!

– Falando em elevador, vá visitar o apê com o carrinho do bebê! Já pensou se ele não couber no elevador? Esse também era um ponto crítico para nós, pois o nosso carrinho é duplo, tiveram prédios que nem subimos para conhecer o apartamento por que o carrinho não subiu! Sabemos que é uma restrição passageira, mas por um bom tempo é de suma importância!

– Se você prefere casa, sugiro procurar uma vila ou condomínio, a convivência com outras crianças faz uma diferença absurda no desenvolvimento e qualidade de vida dos pequenos, eu cresci morando em casa, eu e meu irmão nos virávamos e arrumávamos o que fazer, mas éramos sempre só nós dois…

– Pergunte a que hora o sol bate nos quartos, principalmente o das crianças! Quem me deu essa dica foi o pediatra, o ideal é que seja um apartamento com a “face norte” como vocês já devem ter visto em alguns anúncios, estes durante o inverno principalmente, pegam sol durante praticamente o dia todo. O sol além de deixar o quarto quentinho, mata germes, bactérias e evita a umidade em excesso, ou seja o mofo.

– Repare na lavanderia! Se você não tiver uma máquina que lava e seca vai precisar contar com a eficiência da ventilação do local.

– E por fim, pense que por um período você vai precisar restringir o acesso das crianças a alguns locais da casa como a cozinha, lavanderia e escadas. Veja se será possível colocar portãozinho onde for necessário, algumas plantas de imóveis dificultam essa proteção tão necessária.

Se você estiver procurando um imóvel e não está encontrando nada que caiba no seu bolso e que esteja dentro do que você gostaria para os seus filhos, não se desespere! Cada vez mais crescem o número de parques e playgrounds públicos nos bairros das grandes cidades. Nas cidades pequenas isso nem chega a ser um problema, as crianças ainda podem brincar na rua! Dê uma voltinha no bairro eleito para a nova moradia, aproveite para mapear as calçadas boas para passear com o carrinho de bebê e procurar por estes oásis de brincadeiras escondidos pelos bairros.

Quando não temos filhos nem reparamos, mas eles existem, e na maioria das vezes são muito bacanas.

Espero ter ajudado!

Dúvidas e sugestões nos comentários! Vou amar responder!

Beijos,

Kaká

 

38 amaram

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