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Desde sempre nós, seres humanos, gostamos das formalidades, dos rituais e das tradições. A exemplo as comemorações de aniversário, um batizado que se torna um evento na família ou até uma morte com o ritual do velório. Precisamos oficializar publicamente os acontecimentos relevantes das nossas vidas. Parece que quando não fazemos isso o fato não aconteceu realmente. Aí, eu questiono, qual a importância real disso? Porque quando você se casa chama 100, 200, 300 pessoas para assistirem o que na verdade já aconteceu no coração dos noivos?

É isso mesmo! Eu aprendi, antes de casar, que o casamento é algo que antes de todas as cerimonialidades ele acontece primeiro no coração. Aliás, eu ouso dizer que existe muita gente por aí, que casou como manda o figurino, com direito a véu e grinalda,  está casado perante a lei e carrega o sobrenome do marido, mas que não é casado (a) no coração. E sinceramente, não há valor em toda esta pose se o mais importante não tiver acontecido primeiramente no coração.

Complementando esta ideia, eu tenho aprendido e experimentado que o casamento também acontece todos os dias. Além do “sim” dito no altar, dizemos sim todos os dias para os sonhos a dois, para as vontades e os anseios. Dizemos sim para as manias irritantes e para os defeitos (os suportáveis) também. Dizer sim é um exercício diário de amor, é dar continuidade ao que já havia acontecido no coração antes mesmo da cerimônia.

Casar-se diariamente com quem se ama é além da capacidade humana, é algo que não tem dimensão, nem cabe dentro de nós, e milagrosamente, nos possibilita reafirmar o amor pelo outro nos pequenos gestos, na convivência diária, na rotina cansativa, a todo tempo. Tá, eu posso parecer uma recém-casada romântica demais, boba e ingênua, mas saibam que eu tenho bons exemplos para me inspirar e querer casar-me com o meu amado todos os dias, até o final de nossas vidas.  E se depois de tudo o que leu ainda acha isso uma bobagem, eu te convido a experimentar um amor verdadeiro e aí a gente conversa.

Coluna por Casal do Blog – Texto: Carla Cravo