Crônicas


O amor é a melhor coisa de nossos dias!

Olá, Casamenteiras!

Hoje vamos compartilhar com vocês uma crônica cheia de amor escrita pela RUTH MANUS em sua coluna no Jornal Estadão.

Esse é o tipo de leitura que nos motiva e faz tudo na vida fazer muito sentido! ♥

Foto: Sean Cook Wedding Photography

Chegar em casa e te encontrar

É melhor quando você está

Há dias de exaustão. Dias de descrença, nos quais o mundo parece estar invertido e recheado de tarefas ingratas. Há dias em que tudo dá errado, o molho respinga na camisa e a tabela de senhas do banco simplesmente desaparece. Há dias em que tudo o que vemos são pendências, projetos inacabados, ideias que não evoluem, ciclos que não se fecham. Dias em que a única coisa que parece existir é a nossa certeza sobre a ausência de sentido disso tudo.

Nesses dias, o trajeto para casa parece mais longo, o trânsito parece pior do que o habitual e, a princípio, não nos parece que chegar em casa seja solução para nada daquilo. Caminhamos com algum cansaço, procuramos as chaves com alguma dificuldade e, por fim, abrimos a porta.

E então as coisas mudam ligeiramente. Porque tem amor lá dentro. Tem alguém te esperando, às vezes com uma panela no fogo, às vezes com o rosto atrás da tela do computador, esmagado por prazos, às vezes jogado no sofá, sem maiores preocupações. Independentemente de como, tem alguém te esperando. E isso já é muita coisa.

Chegar em casa e te encontrar é a certeza de ter amparo. De poder falar mal do cliente, mal do chefe, mal do mundo e lavar a alma. É poder dividir angústias e frustrações e ir se sentindo rapidamente curado. É saber que não há encrenca cotidiana que resista a um abraço longo e a uma hora de conversa no sofá.

Foto:Jillian Rose Photography

 

Há dias bons. Dias em que as coisas funcionam, em que os prazos são entregues e tudo parece harmônico. Dias em que o prato vem rápido e quentinho no almoço e não tem fila nenhuma no banheiro. Dias em que as pessoas são gentis e os semáforos parecem estar todos abertos. Nesses dias o caminho para casa tem música e a chave está no lugar mais evidente possível. E então abrimos a porta.

E tem alguém lá. Alguém com que você pode dividir tudo o que deu certo, comemorar pequenas vitórias, brindar em dia de semana. Nesses dias dá até vontade de cozinhar, de descongelar aquele peito de frango, de preparar um molho qualquer com bastante creme de leite. E é bom ter alguém lá para experimentar sua receita errada.

Há dias em que os dois tiveram um bom dia. Outros em que um é consolo e outro é drama. Há dias em que ninguém está lá grande coisa. Mas, seja como for, é sempre melhor que seja junto. É sempre melhor abrir a porta e te encontrar. É sempre melhor estar em casa e te ouvir colocar a chave na fechadura. É sempre melhor ter seu ombro, seus ouvidos e seus olhos. E ser um ombro, dois ouvidos e dois olhos para você.

É melhor quando você está. É muito melhor quando você está.

Fonte: Jornal Estadão

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Só queria lhe dizer: estou feliz com você!

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Este é um texto que começa sem muito objetivo. É que eu estive pensando que não tenho tudo que queria ter, não sou tudo que imaginei ser e nem você é tão perfeita assim, mas que apesar disso tudo, preciso lhe dizer: Estou completamente feliz ao seu lado.

Hoje, quando acordei do seu lado, não tive escolha a não ser agradecer aos céus por ter colocado nossas vidas na mesma rota. Eu não estou nem  perto de ser a melhor companhia do mundo, às vezes sou chato sem necessidade, tenho meus defeitos bem claros, escondo meus medos e angústias, e mesmo assim a gente só precisa de um sorriso para se lembrar do motivo que nos fez viver juntos.

A gente nunca acredita que encontramos alguém com o poder de nos fazer despir a alma e ser completamente livres para ser quem somos. Alguém que, se acaso algo sair errado em nosso dia, é para esta pessoa que podemos ligar e desabafar ou ouvir uma coisa engraçada sobre a situação tensa.

É difícil de acreditar que enfim achamos o motivo pelo qual nos encontramos felizes sem explicação. Eu estou realmente feliz por ter você. Quero  que continue a vida toda sendo esse alguém que não perde uma noite com pipoca e chocolate.

Quero por mais mil anos que seja esta pessoa que sabe que não estou bem mesmo quando tento fingir que sinto qualquer outra coisa, que só de ver o título do filme sabe se vou ou não gostar dele, que faz eventualmente algo muito errado e que até faz-me choramingar, mas que é a primeira a buscar uma maneira peculiar de enxugar meus lamentos, que tem o abraço mais sincero do mundo em dias de luto, que não consegue deixar de ser meu fã de carteirinha mesmo sem eu saber o motivo desta admiração, que fala besteiras somente para ver a minha cara de ironia.

Eu queria apenas agradecer por ter sido a melhor maneira de eu me encontrar na vida. Eu trombei com você por acaso, mas queria apenas te dizer que foi a melhor topada da minha vida e que nada mais me faz tão feliz no mundo quanto saber que com você estou feliz de verdade.

Obrigado pela melhor versão que poderia ser para me fazer feliz.

 

Coluna Casal do Blog

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DESCUBRA PORQUE VOCÊ TROCA TANTO DE PARCEIRO (A)

É verdade que o desejo é o cartão de visitas para um relacionamento, mas lembre-se: Não é com o cartão de visitas que desejamos fazer negócio, mas sim com as pessoas que o distribuem. O desejo é um start. É apenas uma sombra no pano transparente.

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A geração que tem por orgulho o slogan: “Nunca traia seus desejos” tem o mote mais cafona que esse mundo conseguiu produzir. E o mais interessante é que a maioria das gerações que chegaram no tão sonhado desejo absoluto ao prazer viveram pouco para registrar seu legados fracassados. Ficaram marcados na história mais como os “indecentes imorais” do que como  aqueles que falavam em nome da liberdade.

O desejo é o autor de muitas tragédias. Se você for pensar, todas as traições da história partem de um desejo incontrolável. Desculpem desapontá-los. O desejo pode financiar o amor, mas  não é o patrocinador oficial dos relacionamentos.

Para os marketeiros da ética do desejo resisti-lo é coisa de patetas sem esclarecimento. Quem decide ir contra esse ideal “carpe diem”, na cabeça deles, não pode ser feliz. Aí, que está o engano. A moral tem que residir no amor e não no desejo. Explico.

Suponha que seu sonho sempre tenha sido casar-se com alguém ruivo. Em algum lugar da sua cabeça, essa classificação de pessoas tem uma preferência afetiva bem mais apreciada pelo seus olhos e sentimentos. Você sente um desejo incontrolável e inexplicável por pessoas de cabelos avermelhados.

Em um determinado dia, você acaba encontrando uma pessoa dessas em uma ocasião qualquer. Seu coração, em resposta rápida ao estímulo hormonal, o deseja intensamente. Ele conta sobre sua descendência escocesa tradicional de ruivos e vocês tem certeza que aquilo ali é um recado do destino para ficarem juntos como uma cerveja gelada e um feriado prolongado. Os dois concordam em casar-se e começa alí um matrimônio.

Os dias passam e a falta que antes sentia é, nesse momento, cessada por completo. O desejo ruivista parece já não ser como o de outrora. Ter a seu companheiro já não lhe satisfaz nos seus desejos mais profundos.

Por um golpe do destino da vida, você chega para trabalhar e tem a  notícia que contrataram uma nova secretária. E dessa vez, trata-se de uma morena exuberantemente deslumbrante e cheia de artifícios que a tão sonhada esposa de cabelos ruborizados não possui.

A crise se instala. O desejo parece ter mudado de endereço e agora você já desassociou-se do sindicato de admiradores de cabelos vermelhos para migrar para um grupo de apreciadores de um bronze mais refinado.

A pergunta é: Porque, sem motivos prévios, você traiu o seus desejos iniciais e vê com certo entusiasmos o que antes não lhe chamava tanto a atenção ao ponto de relativizar os velhos sentimentos para se encontrar com novos desejos?

Bem, exatamente porque desejo é a falta do que não se tem. Nesse sentido, o desejo não é o que nos faz mais fiéis, leais e confiáveis. Reafirmo: O desejo é portanto, um elemento importante, mas não o que constrói um relacionamento firme.

Nesse contexto, estamos corretos em incentivar a todos  que se relacionem a partir de um ânsia pela satisfação diante de um desejo? Porque continuar com a ideia de seguir os nosso próprios desejos sem pensar no amanhã? Sem contar com ressalvas importantes ligadas ao comprometimento?

Antes de querer unir-se a alguém, é claro que desejou este alguém. E se desejou é porque ainda não o obtinha. O objeto de desejo não pode ser o que o define. No entanto, parece que o desejo não pode ser o que nos motiva a ficar juntos. O desejo não sustenta o relacionamento por completo.

Escolher o outro pelo simples apetite é um caminho bastante perigoso. Somos descaradamente insaciáveis e quando se trata de desejo e ele estará em constante falta. É por isso que estamos trocando cada dia mais de parceiros. Buscamos sempre a satisfação imediata.

O desejo pode residir naquilo que possuímos. O contentamento pode vir pelo cultivo do que nos foi conquistado. Prefiro pensar assim. Mantenho o desejo sempre naquilo que obtenho, desejando sim, outras coisas, desde que essas agreguem as que já possuo.

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O amor esfria?

Será que todo manifesto amoroso precisa necessariamente passar pela era glacial em algum momento? Bem, tenho dificuldades de compreender o amor apenas comum simples desejo, mas prefiro entendê-lo como uma decisão concreta, contínua e corriqueira. Acho, inclusive que quando esperamos o amor ser apenas um sentimento é que entramos neste esfriamento.

Sei que os dias de turbulência sempre vem e eles são realmente implacáveis, inflexíveis, e chegam quando menos esperamos. No entanto, creio que uma lição aqui é bastante importante a todos nós. Deixar o amor esfriar é justamente entregar-se as pressões  e expectativas.

Parece que não, mas reagir é uma opção. É sempre possível encarar as situações tensas com mais leveza. Se você é aquela pessoa explosiva, sempre prestes a uma detonação devastadora, você precisa saber que isso destrói toda a oportunidade de crescerem juntos mediante os problemas. Se acaso, é aquela pessoa que não sabe dividir as tarefas relacionadas ao seu emprego com a valorização dos momentos em que está com quem ama, é bastante provável que o pavio dos seus relacionamentos já esteja acesso prestes a explodir.

Veja também: Amor não é uma filosofia de vida, é um movimento e O amor está no ar

Pessoas convivem umas com as outras a naos sem sequer amar. Eu não estou aqui para defender a infidelidade conjugal, a traição exercitada sem remorso, a deslealdade de caráter, sei que isso é indesculpável para quase todos,  mas se estamos em um lar cheio de pessoas que já não conseguimos mais conviver saudavelmente, eu compreendo a busca pelo outro de forma oculta, traidora e sorrateira. Buscamos sempre amor onde encontramos.

Creio que a geleira emocional e relacional é o grande motivo para a traição. Essa porém, não acontece pelos hábitos que temos, mas pelas práticas que não cultivamos.  A tolha molhada ela tolera, mas a falta do “Eu te amo” é fatal.

Precisamos aprender amar o outro antes de nós mesmos, e não só isso, mas semear intenções em direção da pessoa amada também pode auxiliar na melhora do convívio. Quando a gente se propõe a descobrir mais o outro, podemos perceber que o pouco pode ser o suficiente para que o amor seja notado de maneira simples.

Os livros querem sempre ensinar como amar, mas essa dimensão não pode ser alcançada com mecanismos robóticos de emoções, ferramentas de signos, práticas padronizadas, regrinhas, cronogramas, leis, mas a espontaneidade do amor decidido é um bom caminho para afastar os invernos de convivência.

O amor esfria sim! No entanto, é possível mantê-lo em banho-maria quando decidimos voluntariamente efetivar nosso amor em pequenas manifestações cotidianas. As renúncias, a decisão pela paz, as pequenas evidências comunicam muito o nosso amor. Elas são um exercício de dedicação ao seu companheiro. Ele perceber que ainda há o interesse em fazer das suas vidas a melhor possível. Conseguir amar o outro da maneira que ele precisa não é pode ser completado na sua totalidade, mas continuar tentando é primordial para plantar bons momentos.

Se você notar que seu companheiro está se afastando do bom relacionamento com você, não deixe isso passar em branco. Creio que uma boa dica é conversar a exaustão sobre isso, sem trocar acusações, examinar culpados, eleger problemas, mas sim descobrir juntos o que podem os tornar mais felizes juntos.

Te desejo um aquecimento global no coração. E esse ninguém poderá dizer que é uma fraude.

Por O Casal do Blog

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