Crônicas


Só queria lhe dizer: estou feliz com você!

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Este é um texto que começa sem muito objetivo. É que eu estive pensando que não tenho tudo que queria ter, não sou tudo que imaginei ser e nem você é tão perfeita assim, mas que apesar disso tudo, preciso lhe dizer: Estou completamente feliz ao seu lado.

Hoje, quando acordei do seu lado, não tive escolha a não ser agradecer aos céus por ter colocado nossas vidas na mesma rota. Eu não estou nem  perto de ser a melhor companhia do mundo, às vezes sou chato sem necessidade, tenho meus defeitos bem claros, escondo meus medos e angústias, e mesmo assim a gente só precisa de um sorriso para se lembrar do motivo que nos fez viver juntos.

A gente nunca acredita que encontramos alguém com o poder de nos fazer despir a alma e ser completamente livres para ser quem somos. Alguém que, se acaso algo sair errado em nosso dia, é para esta pessoa que podemos ligar e desabafar ou ouvir uma coisa engraçada sobre a situação tensa.

É difícil de acreditar que enfim achamos o motivo pelo qual nos encontramos felizes sem explicação. Eu estou realmente feliz por ter você. Quero  que continue a vida toda sendo esse alguém que não perde uma noite com pipoca e chocolate.

Quero por mais mil anos que seja esta pessoa que sabe que não estou bem mesmo quando tento fingir que sinto qualquer outra coisa, que só de ver o título do filme sabe se vou ou não gostar dele, que faz eventualmente algo muito errado e que até faz-me choramingar, mas que é a primeira a buscar uma maneira peculiar de enxugar meus lamentos, que tem o abraço mais sincero do mundo em dias de luto, que não consegue deixar de ser meu fã de carteirinha mesmo sem eu saber o motivo desta admiração, que fala besteiras somente para ver a minha cara de ironia.

Eu queria apenas agradecer por ter sido a melhor maneira de eu me encontrar na vida. Eu trombei com você por acaso, mas queria apenas te dizer que foi a melhor topada da minha vida e que nada mais me faz tão feliz no mundo quanto saber que com você estou feliz de verdade.

Obrigado pela melhor versão que poderia ser para me fazer feliz.

 

Coluna Casal do Blog

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DESCUBRA PORQUE VOCÊ TROCA TANTO DE PARCEIRO (A)

É verdade que o desejo é o cartão de visitas para um relacionamento, mas lembre-se: Não é com o cartão de visitas que desejamos fazer negócio, mas sim com as pessoas que o distribuem. O desejo é um start. É apenas uma sombra no pano transparente.

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A geração que tem por orgulho o slogan: “Nunca traia seus desejos” tem o mote mais cafona que esse mundo conseguiu produzir. E o mais interessante é que a maioria das gerações que chegaram no tão sonhado desejo absoluto ao prazer viveram pouco para registrar seu legados fracassados. Ficaram marcados na história mais como os “indecentes imorais” do que como  aqueles que falavam em nome da liberdade.

O desejo é o autor de muitas tragédias. Se você for pensar, todas as traições da história partem de um desejo incontrolável. Desculpem desapontá-los. O desejo pode financiar o amor, mas  não é o patrocinador oficial dos relacionamentos.

Para os marketeiros da ética do desejo resisti-lo é coisa de patetas sem esclarecimento. Quem decide ir contra esse ideal “carpe diem”, na cabeça deles, não pode ser feliz. Aí, que está o engano. A moral tem que residir no amor e não no desejo. Explico.

Suponha que seu sonho sempre tenha sido casar-se com alguém ruivo. Em algum lugar da sua cabeça, essa classificação de pessoas tem uma preferência afetiva bem mais apreciada pelo seus olhos e sentimentos. Você sente um desejo incontrolável e inexplicável por pessoas de cabelos avermelhados.

Em um determinado dia, você acaba encontrando uma pessoa dessas em uma ocasião qualquer. Seu coração, em resposta rápida ao estímulo hormonal, o deseja intensamente. Ele conta sobre sua descendência escocesa tradicional de ruivos e vocês tem certeza que aquilo ali é um recado do destino para ficarem juntos como uma cerveja gelada e um feriado prolongado. Os dois concordam em casar-se e começa alí um matrimônio.

Os dias passam e a falta que antes sentia é, nesse momento, cessada por completo. O desejo ruivista parece já não ser como o de outrora. Ter a seu companheiro já não lhe satisfaz nos seus desejos mais profundos.

Por um golpe do destino da vida, você chega para trabalhar e tem a  notícia que contrataram uma nova secretária. E dessa vez, trata-se de uma morena exuberantemente deslumbrante e cheia de artifícios que a tão sonhada esposa de cabelos ruborizados não possui.

A crise se instala. O desejo parece ter mudado de endereço e agora você já desassociou-se do sindicato de admiradores de cabelos vermelhos para migrar para um grupo de apreciadores de um bronze mais refinado.

A pergunta é: Porque, sem motivos prévios, você traiu o seus desejos iniciais e vê com certo entusiasmos o que antes não lhe chamava tanto a atenção ao ponto de relativizar os velhos sentimentos para se encontrar com novos desejos?

Bem, exatamente porque desejo é a falta do que não se tem. Nesse sentido, o desejo não é o que nos faz mais fiéis, leais e confiáveis. Reafirmo: O desejo é portanto, um elemento importante, mas não o que constrói um relacionamento firme.

Nesse contexto, estamos corretos em incentivar a todos  que se relacionem a partir de um ânsia pela satisfação diante de um desejo? Porque continuar com a ideia de seguir os nosso próprios desejos sem pensar no amanhã? Sem contar com ressalvas importantes ligadas ao comprometimento?

Antes de querer unir-se a alguém, é claro que desejou este alguém. E se desejou é porque ainda não o obtinha. O objeto de desejo não pode ser o que o define. No entanto, parece que o desejo não pode ser o que nos motiva a ficar juntos. O desejo não sustenta o relacionamento por completo.

Escolher o outro pelo simples apetite é um caminho bastante perigoso. Somos descaradamente insaciáveis e quando se trata de desejo e ele estará em constante falta. É por isso que estamos trocando cada dia mais de parceiros. Buscamos sempre a satisfação imediata.

O desejo pode residir naquilo que possuímos. O contentamento pode vir pelo cultivo do que nos foi conquistado. Prefiro pensar assim. Mantenho o desejo sempre naquilo que obtenho, desejando sim, outras coisas, desde que essas agreguem as que já possuo.

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O amor esfria?

Será que todo manifesto amoroso precisa necessariamente passar pela era glacial em algum momento? Bem, tenho dificuldades de compreender o amor apenas comum simples desejo, mas prefiro entendê-lo como uma decisão concreta, contínua e corriqueira. Acho, inclusive que quando esperamos o amor ser apenas um sentimento é que entramos neste esfriamento.

Sei que os dias de turbulência sempre vem e eles são realmente implacáveis, inflexíveis, e chegam quando menos esperamos. No entanto, creio que uma lição aqui é bastante importante a todos nós. Deixar o amor esfriar é justamente entregar-se as pressões  e expectativas.

Parece que não, mas reagir é uma opção. É sempre possível encarar as situações tensas com mais leveza. Se você é aquela pessoa explosiva, sempre prestes a uma detonação devastadora, você precisa saber que isso destrói toda a oportunidade de crescerem juntos mediante os problemas. Se acaso, é aquela pessoa que não sabe dividir as tarefas relacionadas ao seu emprego com a valorização dos momentos em que está com quem ama, é bastante provável que o pavio dos seus relacionamentos já esteja acesso prestes a explodir.

Veja também: Amor não é uma filosofia de vida, é um movimento e O amor está no ar

Pessoas convivem umas com as outras a naos sem sequer amar. Eu não estou aqui para defender a infidelidade conjugal, a traição exercitada sem remorso, a deslealdade de caráter, sei que isso é indesculpável para quase todos,  mas se estamos em um lar cheio de pessoas que já não conseguimos mais conviver saudavelmente, eu compreendo a busca pelo outro de forma oculta, traidora e sorrateira. Buscamos sempre amor onde encontramos.

Creio que a geleira emocional e relacional é o grande motivo para a traição. Essa porém, não acontece pelos hábitos que temos, mas pelas práticas que não cultivamos.  A tolha molhada ela tolera, mas a falta do “Eu te amo” é fatal.

Precisamos aprender amar o outro antes de nós mesmos, e não só isso, mas semear intenções em direção da pessoa amada também pode auxiliar na melhora do convívio. Quando a gente se propõe a descobrir mais o outro, podemos perceber que o pouco pode ser o suficiente para que o amor seja notado de maneira simples.

Os livros querem sempre ensinar como amar, mas essa dimensão não pode ser alcançada com mecanismos robóticos de emoções, ferramentas de signos, práticas padronizadas, regrinhas, cronogramas, leis, mas a espontaneidade do amor decidido é um bom caminho para afastar os invernos de convivência.

O amor esfria sim! No entanto, é possível mantê-lo em banho-maria quando decidimos voluntariamente efetivar nosso amor em pequenas manifestações cotidianas. As renúncias, a decisão pela paz, as pequenas evidências comunicam muito o nosso amor. Elas são um exercício de dedicação ao seu companheiro. Ele perceber que ainda há o interesse em fazer das suas vidas a melhor possível. Conseguir amar o outro da maneira que ele precisa não é pode ser completado na sua totalidade, mas continuar tentando é primordial para plantar bons momentos.

Se você notar que seu companheiro está se afastando do bom relacionamento com você, não deixe isso passar em branco. Creio que uma boa dica é conversar a exaustão sobre isso, sem trocar acusações, examinar culpados, eleger problemas, mas sim descobrir juntos o que podem os tornar mais felizes juntos.

Te desejo um aquecimento global no coração. E esse ninguém poderá dizer que é uma fraude.

Por O Casal do Blog

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AMAR NÃO É PARA QUEM PENSA MUITO

O amor não é passível de tantas conclusões racionais. Tenho pensado com uma certa frequência sobre o quanto nós, em muitas situações, acabamos tentando transformar o amor em uma espécie de razão ponderada.

Apesar da minha juventude, hoje reconheço que perdemos muito tempo tentando calcular os prejuízos e os lucros que envolvem o amor. Se fosse realmente possível fazer um balanço final sobre o amor e chegar a algum denominador comum certamente não estaríamos em um lugar satisfatório. Para falar bem a verdade, os prejuízos que o amor causa podem até ser maiores que os lucros, em última análise. Explico. Todo tipo de amor é realmente bastante desgastante.

Gostaria mesmo de saber onde nasce essa nossa tentativa de calcular os riscos do amor. É bastante recorrente vermos pessoas que tentam de todas as formas obter garantias de que um amor que  bateu a sua porta, amanhã não vá decepciona-lo e ir embora de uma vez por todas.

Ser racional virou moda. Já reparou que denominar-se como uma pessoa “racional demais” pode soar com uma certa elegância aos demais? Hoje em dia é chique ser “racional”. Dessa forma, os sentimentais estão sempre do outro lado com suas emoções os dominando, são tidos sempre como pessoas tolas, ultrapassadas e arcaicas. São filhos de uma geração medieval, portanto ultrapassada e que ainda acreditam em um tipo amor que também já nem existe mais. Acho perigoso estarmos em meio a geração que ama, mas que tem como slogan: “Antes me preservar, do que arriscar”. O brio dos ditos “racionais” é falso. É até , de certa forma, irritante.

A young girl prays at sunset rays

Sei que existem as pessoas que acreditam que o amor acontece numa esfera racional e até creio que em determinada fase isso ocorre. Um bom exemplo é quando identificamos que a outra possui uma combinação de valores parecida com as nossas, aí então, temos um sinal verde da mente para seguir em frente nesse investimento amoroso.

No entanto, aquilo que muitos chamam de “processo racional do relacionamento” é nada além de válida avaliação prévia de certificação de interesses, apesar disso, creio que o amor se autentica mesmo no campo sentimental.

O best-seller dos relacionamento chamado “Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus”, escrito pelo terapeuta John Gray, afirma em suas linhas que, os homens são objetivos e menos afetivos, tendo uma dificuldade enorme de demonstrar seus sentimentos. E também apresenta as mulheres como seres que se comportam de forma completamente emocional, e por isso são mais emotivas e afetivas que o exemplar macho do ser humano. Será que esse quadro ainda se sustenta?  Eu creio que esta afirmação já não é real nos dias de hone, no entanto esse mito perdura.

O que seria dos relacionamentos entre os  homem se utilizássemos apenas a “razão”? Como seria a nossas vidas? Poderia o ser humano suportar a dureza que é o sentimento diminuído pela razão? Os sentimentos, por outro lado, são expressões interiores e que geram ações.

Gilles Deleuze comparou o amor a uma certa demência e concluiu: “O verdadeiro charme das pessoas reside em quando elas perdem as estribeiras, quando não sabem muito bem em que ponto estão. Não são pessoas que desmoronam, pelo contrário, nunca desmoronam. Mas se não captar a pequena marca de loucura de alguém não pode gostar desse alguém. Não pode gostar dele. É exatamente este lado que interessa. E todos nós somos meios dementes. Se não captar o ponto de demência de uma pessoa, eu temo que… Aliás, fico feliz em constatar que o ponto de demência de alguém seja a fonte de seu charme.”

Não sei se concordo planamente com Deleuze, mas considero que nós estamos bastantes doentes afetivamente por conta de toda essa apuração sem sentido a respeito do amor. É preciso sentir mais, viver mais , dedicar-se mais ao amor para depois pensar se vale ou não a pena investir tempo, carinho, dedicação em um relacionamento. Essa conta é vazia.

Sempre que colocamos o amor na balança para aferir se vale a pena ou não se entregar, o mínimo, estamos traindo a nós mesmos. Traindo a nossas emoções, a nossas descobertas, as nossas sensações. Enchemos as cabeças de dúvidas mirins a troco de que? De uma certeza que sequer podemos alcançar?

O amor nunca foi para os pensantes. Aliás, é por si só ilógico. Ele cede quando tem razão, ele se encolhe quando é enorme, ele estica quando é curto, ele mata quando morre e morre quando mata. O amor cede sempre ao coração e não respeita o cérebro. Aprender isso é um grande privilégio.

Escrito por Murillo Leal do Casal do Blog.

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