Crônicas


Casando Grávida | Casamentando com Pri Vicente

Apesar de casar e ser mãe terem sempre sido meus maiores sonhos, confesso que eles dois acontecendo juntos estava mais perto de se tornar um pesadelo.

É um turbilhão de sentimentos e dúvidas que passavam na minha cabeça naquela hora… além das mil dúvidas tradicionais que a maioria das noivas já tem, ainda tinha mais um monte de coisas para pensar, como: que mês da gestação é melhor casar? Será que as pessoas vão achar que só estamos casando por causa do bebê? Será que casamos antes ou depois do bebê nascer? Posso casar na igreja se estiver grávida?

Enfim, as dúvidas se multiplicavam na minha cabeça… então resolvi dividir com vocês a minha experiência, acredito que não existem regras nesse caso, mas trocas de informações são sempre válidas, onde eu acho que acertei ou errei, podem ajudar outras noivas mamães por aí.

 

Diário de uma noiva mamãe

Primeira dúvida depois que decidimos nos casar foi: casamos antes ou depois do bebê nascer???

Casar depois me parecia o melhor a ser feito, afinal, a chegada de um bebê já dá tanto trabalho, inserir nesse momento a tarefa de organizar um casamento, não seria nada fácil, fora que mil coisas pesam nesse momento: não era o meu ideal de noiva casar barriguda e acima do peso, eu queria curtir, dançar e pular na minha festa de casamento até o final, queria ter tempo e dinheiro programados para escolher cada item e não fazer tudo às pressa.

Enfim, estava quase optando por casar quando meu filho tivesse 2 ou 3 anos, mas fui conversar com uma grande amiga que também havia passado por essa situação, e o que ela me falou, “desceu redondo”.

Ela disse que apesar de ter optado casar antes da filha dela nascer por outros motivos, hoje ela não se arrependia, pois se deu conta que a maior emoção do mundo é ver um filho nascer, depois disso qualquer outra coisa vai se tornar menor, e o sentimento que se tem no casamento é muito bonito, vale a pena senti-lo plenamente.

Isso me fez razão, me fez sentido, falei com meu noivo (hoje marido) e optamos por casar antes do Pedro nascer!

 

Mas então, quando?

Optei por estar aproximadamente de 5 meses, acho que essa foi uma ótima escolha! Primeiro pq acredito que o segundo trimestre seja o mais ideal para o casamento. A energia está revigorada, foi a melhor época da minha gestação, e ouço muitos testemunhos que também foi para outras mamães.

Minha barriga apareceu muito cedo, o que não é comum para primeira gestação, muitas chegam ao quinto mês sem nem parecer grávida, o que pode ser um ponto positivo para se casar nesse período também. Outra coisa que me favoreceu casar nesse período, tive 5 meses para focar só no casamento, e depois ainda me sobrou tempo para focar só no bebê (quartinho, enxoval, etc…) não precisei ver as coisas juntas, acho que foi muito bom.

 

Vestido de noiva

Já uma coisa que não fui muito feliz foi na escolha do meu vestido, não pelo resultado final em si, mas pelo processo mesmo. Por estar grávida, ser uma mulher alta e não ter dinheiro nem muito tempo para primeiro aluguel, achei que seria muito difícil achar um vestido que caísse bem em mim, coloquei isso na minha cabeça, e fui atrás do vestido, resultado, acabei optando pelo primeiro vestido que eu achasse “Ok” e estivesse dentro do budget, para ser mais clara, me satisfiz com pouco, sem precisar.

Não sei se foi algo meu ou se a maioria das noivas sente essa “culpa” de estar gastando dinheiro com casamento, eu não me sentia muito com esse “direito” já que tinha tanta coisa para ver para o bebê! Mas hoje percebo que se tivesse optado por um budget um pouco maior para o vestido de início, teria sido muito melhor!

Esse é um item muito importante para qualquer noiva ainda mais para uma noiva grávida, se sentir bonita é fundamental, mas estar confortável nesse momento é ainda mais!

 

Só me dei conta disso durante as minhas provas, afinal eu nunca havia ficado grávida, não sabia como as coisas seriam dali para frente… conforme as provas foram acontecendo, a barriga foi aumentando e o cansaço também, o vestido foi pesando, eu não aguentava ficar em pé mais de 5 minutos com aquele vestido, a menos de 1 mês do meu casamento decidi trocar de vestido.

Acabei ficando com o único vestido da loja que me servia e custava o dobro do primeiro. Não que eu ache que eu tenha ficado feia nem nada, mas se soubesse que ia gastar o tanto que gastei com certeza teria achado algo muito mais “a minha cara”.

Coisas que eu acho importante para o vestido: pense em um vestido mais leve e de preferência com alça, o tomara que caia tende em apertar e sobrecarregar o peso bem na barriga.

 

Melhor horário

Outra coisa que acho que foi muito bom: optamos por casar durante o dia, mas em um horário que eu pudesse fazer as coisas com calma, me alimentar bem, e não estar morrendo de fome na hora da cerimônia.

Quer queira quer não, o dia da noiva é um dia corrido. Se programar com a alimentação vai garantir que você curta sua festa tranquilamente! E começar a festa um pouco mais cedo garante que você consiga aguentar até o final!

 

Sapato ideal

O sapato foi bom também. Optei por um sapato baixo, claro, eu tenho 1,80 m não preciso me preocupar com isso, mas para as de nós que precisam de um salto para se sentir bem, pense em um salto grosso. Lembre-se que o que é visto do seu sapato é no máximo bico.

De qualquer forma, se não for distribuir rasteirinhas ou algo do gênero na sua festa, garanta algo mais confortável para você “descer do salto sem sair do salto” após um período de festa… mesmo eu que estava de sapato baixo, troquei logo pelas havaianas! Afinal, sapato novo é sempre sapato novo, né? rsrs

 

Cerimônia

O celebrante, por incrível que pareça é uma parte importante para você que está grávida também! Conversar com ele para não falar muito é providencial nesse momento. Ficar muito tempo de pé é mais exaustivo quando se está grávida.

O padre do meu casamento falou bastante, eu cheguei a suar frio. Na correria que estavam meus dias, não tive muito tempo de ir ver as cerimônias para escolher um celebrante. Acabei pegando um por indicação e esqueci desses detalhes.

Minha cerimônia foi longa, chegou um momento que toda aquela emoção foi indo embora e tudo o que eu queria era uma cadeira para sentar. Dei sorte de cerimônia acabar bem nesse momento, mas podia ter sido um pouco menor!

 

Drinks sem álcool

Hoje em dia muitos bares proporcionam drinks deliciosos sem álcool, e você pode curtir com algo diferente de água no seu grande dia! Por termos casado em um domingo a tarde, optamos por não ter bar de drinks. Não tive essa opção no meu casamento, mas logo depois fui em um casamento de uma amiga que tinha e me acabei nos “virgin drinks”, são deliciosos!!!

 

Esses para mim foram os principais pontos altos e baixos da minha cerimônia e festa de casamento, espero ter ajudado outras noivas que estão passando pela mesma situação!

 

Curta cada momento!

Se posso dar um último conselho, seria de tentar curtir cada momento normalmente. Tente não se deixar abater pela pressão de tempo, corpo, boatos, etc.

Curta o seu momento, ele é SEU e de mais ninguém! Quando me dei conta disso, de quanta coisa a vida estava me dando (um marido maravilhoso que me ama e que eu amo, um filho saudável fruto de muito amor, são só algumas), escolhi a música que eu ia entrar na cerimônia, que diz mais ou menos assim: “Graça à vida, que tem me dado tanto…”

 

Por:
Priscila Vicente
Produtora e organizadora de eventos na empresa Antes do Sim consultora especializada

 

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O amor é a melhor coisa de nossos dias!

Olá, Casamenteiras!

Hoje vamos compartilhar com vocês uma crônica cheia de amor escrita pela RUTH MANUS em sua coluna no Jornal Estadão.

Esse é o tipo de leitura que nos motiva e faz tudo na vida fazer muito sentido! ♥

Foto: Sean Cook Wedding Photography

Chegar em casa e te encontrar

É melhor quando você está

Há dias de exaustão. Dias de descrença, nos quais o mundo parece estar invertido e recheado de tarefas ingratas. Há dias em que tudo dá errado, o molho respinga na camisa e a tabela de senhas do banco simplesmente desaparece. Há dias em que tudo o que vemos são pendências, projetos inacabados, ideias que não evoluem, ciclos que não se fecham. Dias em que a única coisa que parece existir é a nossa certeza sobre a ausência de sentido disso tudo.

Nesses dias, o trajeto para casa parece mais longo, o trânsito parece pior do que o habitual e, a princípio, não nos parece que chegar em casa seja solução para nada daquilo. Caminhamos com algum cansaço, procuramos as chaves com alguma dificuldade e, por fim, abrimos a porta.

E então as coisas mudam ligeiramente. Porque tem amor lá dentro. Tem alguém te esperando, às vezes com uma panela no fogo, às vezes com o rosto atrás da tela do computador, esmagado por prazos, às vezes jogado no sofá, sem maiores preocupações. Independentemente de como, tem alguém te esperando. E isso já é muita coisa.

Chegar em casa e te encontrar é a certeza de ter amparo. De poder falar mal do cliente, mal do chefe, mal do mundo e lavar a alma. É poder dividir angústias e frustrações e ir se sentindo rapidamente curado. É saber que não há encrenca cotidiana que resista a um abraço longo e a uma hora de conversa no sofá.

Foto:Jillian Rose Photography

 

Há dias bons. Dias em que as coisas funcionam, em que os prazos são entregues e tudo parece harmônico. Dias em que o prato vem rápido e quentinho no almoço e não tem fila nenhuma no banheiro. Dias em que as pessoas são gentis e os semáforos parecem estar todos abertos. Nesses dias o caminho para casa tem música e a chave está no lugar mais evidente possível. E então abrimos a porta.

E tem alguém lá. Alguém com que você pode dividir tudo o que deu certo, comemorar pequenas vitórias, brindar em dia de semana. Nesses dias dá até vontade de cozinhar, de descongelar aquele peito de frango, de preparar um molho qualquer com bastante creme de leite. E é bom ter alguém lá para experimentar sua receita errada.

Há dias em que os dois tiveram um bom dia. Outros em que um é consolo e outro é drama. Há dias em que ninguém está lá grande coisa. Mas, seja como for, é sempre melhor que seja junto. É sempre melhor abrir a porta e te encontrar. É sempre melhor estar em casa e te ouvir colocar a chave na fechadura. É sempre melhor ter seu ombro, seus ouvidos e seus olhos. E ser um ombro, dois ouvidos e dois olhos para você.

É melhor quando você está. É muito melhor quando você está.

Fonte: Jornal Estadão

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Só queria lhe dizer: estou feliz com você!

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Este é um texto que começa sem muito objetivo. É que eu estive pensando que não tenho tudo que queria ter, não sou tudo que imaginei ser e nem você é tão perfeita assim, mas que apesar disso tudo, preciso lhe dizer: Estou completamente feliz ao seu lado.

Hoje, quando acordei do seu lado, não tive escolha a não ser agradecer aos céus por ter colocado nossas vidas na mesma rota. Eu não estou nem  perto de ser a melhor companhia do mundo, às vezes sou chato sem necessidade, tenho meus defeitos bem claros, escondo meus medos e angústias, e mesmo assim a gente só precisa de um sorriso para se lembrar do motivo que nos fez viver juntos.

A gente nunca acredita que encontramos alguém com o poder de nos fazer despir a alma e ser completamente livres para ser quem somos. Alguém que, se acaso algo sair errado em nosso dia, é para esta pessoa que podemos ligar e desabafar ou ouvir uma coisa engraçada sobre a situação tensa.

É difícil de acreditar que enfim achamos o motivo pelo qual nos encontramos felizes sem explicação. Eu estou realmente feliz por ter você. Quero  que continue a vida toda sendo esse alguém que não perde uma noite com pipoca e chocolate.

Quero por mais mil anos que seja esta pessoa que sabe que não estou bem mesmo quando tento fingir que sinto qualquer outra coisa, que só de ver o título do filme sabe se vou ou não gostar dele, que faz eventualmente algo muito errado e que até faz-me choramingar, mas que é a primeira a buscar uma maneira peculiar de enxugar meus lamentos, que tem o abraço mais sincero do mundo em dias de luto, que não consegue deixar de ser meu fã de carteirinha mesmo sem eu saber o motivo desta admiração, que fala besteiras somente para ver a minha cara de ironia.

Eu queria apenas agradecer por ter sido a melhor maneira de eu me encontrar na vida. Eu trombei com você por acaso, mas queria apenas te dizer que foi a melhor topada da minha vida e que nada mais me faz tão feliz no mundo quanto saber que com você estou feliz de verdade.

Obrigado pela melhor versão que poderia ser para me fazer feliz.

 

Coluna Casal do Blog

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DESCUBRA PORQUE VOCÊ TROCA TANTO DE PARCEIRO (A)

É verdade que o desejo é o cartão de visitas para um relacionamento, mas lembre-se: Não é com o cartão de visitas que desejamos fazer negócio, mas sim com as pessoas que o distribuem. O desejo é um start. É apenas uma sombra no pano transparente.

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A geração que tem por orgulho o slogan: “Nunca traia seus desejos” tem o mote mais cafona que esse mundo conseguiu produzir. E o mais interessante é que a maioria das gerações que chegaram no tão sonhado desejo absoluto ao prazer viveram pouco para registrar seu legados fracassados. Ficaram marcados na história mais como os “indecentes imorais” do que como  aqueles que falavam em nome da liberdade.

O desejo é o autor de muitas tragédias. Se você for pensar, todas as traições da história partem de um desejo incontrolável. Desculpem desapontá-los. O desejo pode financiar o amor, mas  não é o patrocinador oficial dos relacionamentos.

Para os marketeiros da ética do desejo resisti-lo é coisa de patetas sem esclarecimento. Quem decide ir contra esse ideal “carpe diem”, na cabeça deles, não pode ser feliz. Aí, que está o engano. A moral tem que residir no amor e não no desejo. Explico.

Suponha que seu sonho sempre tenha sido casar-se com alguém ruivo. Em algum lugar da sua cabeça, essa classificação de pessoas tem uma preferência afetiva bem mais apreciada pelo seus olhos e sentimentos. Você sente um desejo incontrolável e inexplicável por pessoas de cabelos avermelhados.

Em um determinado dia, você acaba encontrando uma pessoa dessas em uma ocasião qualquer. Seu coração, em resposta rápida ao estímulo hormonal, o deseja intensamente. Ele conta sobre sua descendência escocesa tradicional de ruivos e vocês tem certeza que aquilo ali é um recado do destino para ficarem juntos como uma cerveja gelada e um feriado prolongado. Os dois concordam em casar-se e começa alí um matrimônio.

Os dias passam e a falta que antes sentia é, nesse momento, cessada por completo. O desejo ruivista parece já não ser como o de outrora. Ter a seu companheiro já não lhe satisfaz nos seus desejos mais profundos.

Por um golpe do destino da vida, você chega para trabalhar e tem a  notícia que contrataram uma nova secretária. E dessa vez, trata-se de uma morena exuberantemente deslumbrante e cheia de artifícios que a tão sonhada esposa de cabelos ruborizados não possui.

A crise se instala. O desejo parece ter mudado de endereço e agora você já desassociou-se do sindicato de admiradores de cabelos vermelhos para migrar para um grupo de apreciadores de um bronze mais refinado.

A pergunta é: Porque, sem motivos prévios, você traiu o seus desejos iniciais e vê com certo entusiasmos o que antes não lhe chamava tanto a atenção ao ponto de relativizar os velhos sentimentos para se encontrar com novos desejos?

Bem, exatamente porque desejo é a falta do que não se tem. Nesse sentido, o desejo não é o que nos faz mais fiéis, leais e confiáveis. Reafirmo: O desejo é portanto, um elemento importante, mas não o que constrói um relacionamento firme.

Nesse contexto, estamos corretos em incentivar a todos  que se relacionem a partir de um ânsia pela satisfação diante de um desejo? Porque continuar com a ideia de seguir os nosso próprios desejos sem pensar no amanhã? Sem contar com ressalvas importantes ligadas ao comprometimento?

Antes de querer unir-se a alguém, é claro que desejou este alguém. E se desejou é porque ainda não o obtinha. O objeto de desejo não pode ser o que o define. No entanto, parece que o desejo não pode ser o que nos motiva a ficar juntos. O desejo não sustenta o relacionamento por completo.

Escolher o outro pelo simples apetite é um caminho bastante perigoso. Somos descaradamente insaciáveis e quando se trata de desejo e ele estará em constante falta. É por isso que estamos trocando cada dia mais de parceiros. Buscamos sempre a satisfação imediata.

O desejo pode residir naquilo que possuímos. O contentamento pode vir pelo cultivo do que nos foi conquistado. Prefiro pensar assim. Mantenho o desejo sempre naquilo que obtenho, desejando sim, outras coisas, desde que essas agreguem as que já possuo.

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