Saúde Infantil


Vírus Zika – estou grávida, e agora?

Bom dia Casamenteiras, tudo bem?

Algumas de vocês podem ter achado estranho eu não ter falado nada ainda sobre o Vírus Zika e os casos de microcefalia que estão acontecendo no Brasil, mas as informações estavam tão desencontradas, que eu preferi esperar até especialistas se pronunciarem com mais clareza antes de trazer informações que poderiam não estar corretas aqui para vocês.

A verdade é que está havendo uma epidemia de microcefalia no Brasil, os casos estão mais concentrados no nordeste brasileiro, porém alguns casos também foram confirmados no sudeste e centro-oeste, o número é alarmante, são mais de 1.700 casos em um curtíssimo período de tempo. A relação da microcefalia com o vírus Zika foi confirmada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) porém, em outros países que também tem casos de pessoas com o vírus Zika, nunca houve essa relação com a microcefalia, isso dificulta o combate e tratamento pois não há experiência médica, estão todos estudando, aprendendo e correndo contra o tempo para desenvolver uma proteção eficaz para a população.

vírus zika - gestação

Os sintomas do vírus Zika são parecidos com os da Dengue, porém mais leves (febre baixa, dores nas articulações, manchas vermelhas no corpo, olhos vermelhos, muita coceira que é o único sinal que se diferencia dos da Dengue). Quando uma grávida pega Dengue, o vírus afeta apenas a mãe, tanto que uma mulher com Dengue pode até continuar amamentando, o vírus Zika consegue passar pela placenta e já foi encontrado no líquido amniótico de gestantes infectadas, afetando assim o bebê.

Há também uma desconfiança grande de que o vírus pode ser transmitido além do mosquito Aedes Aegypti, por troca de fluidos corporais, como sangue, sêmen e o próprio leite materno. Portanto lactantes diagnosticadas com o vírus devem parar de amamentar imediatamente e evitar ter relações sexuais com parceiros infectados.

Para se proteger, a única forma é evitando o mosquito, limpe o seu quintal, sua casa, elimine possíveis focos de mosquitos, faça uma campanha no seu bairro, os focos precisam ser eliminados. A gestante pode e deve usar repelente de adulto, por enquanto o repelente da marca EXPOSIS é o mais bem indicado, apesar de algumas pesquisas que eu vi recentemente afirmarem que ele não dura 10 horas como promete a embalagem, ainda sim é o que protege por mais tempo.

Os efeitos de repelentes caseiros como andiroba e citronela, NÃO DURAM mais de 10 minutos na pele, portanto não são indicados. Instalar telas nas janelas, inseticidas spray, nas tomadas, dedetizar a casa  e usar roupas com mangas e calças compridas (apesar do calor!) também são medidas importantes. Converse sempre com seu obstetra!

vírus zika - gestação

Tenho algumas amigas grávidas e esse realmente é um momento tenso para ser gestante, eu confesso que achei um pouco de exagero quando o ministro da saúde sugeriu que as mulheres adiassem os planos de gravidez, mas agora eu concordo. Não custa nada esperar essa epidemia passar, pelo menos até os médicos descobrirem alguma forma mais eficaz de proteção.

Houveram alguns boatos que eu acho importante desmentir aqui para vocês. O primeiro é uma teoria da conspiração de que os casos de microcefalia foram causados por um lote de vacinas vencidas e que o governo está tentando encobrir essa falha para evitar as indenizações que teriam que pagar. Pessoal, o governo vai gastar muito mais com tratamento para essas crianças com microcefalia que precisarão de tratamento especializado a vida inteira do que com indenizações, por favor, não repassem essa mentira, isso pode causar sérios danos a uma gestante que acredite nessa história maluca e deixe de se cuidar como deve para não contrair a doença! Não seja você o responsável por isso! É BOATO!

Outro boato é de que crianças até dois anos teriam sérios danos cerebrais caso contraíssem o vírus Zika, BOATO, também já desmentido por todos os institutos de infectologia sérios deste país, assim como o boato acima.

O jeito agora é cuidarmos das nossas casas e das grávidas que estão a nossa volta. A responsabilidade também é minha e sua, não espere que a prefeitura da sua cidade faça alguma coisa, comece pela sua casa!

Beijos e cuidem-se!

Kaká

 

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Exames laboratoriais, quando meu filho deve fazer?

Oi Casamenteiras, tudo jóia?

Quando as crianças completaram o primeiro ano, eu levei eles a uma consulta no pediatra, e já fui preparada para sair de lá com pedidos de exames de laboratório, mas ele nem mencionou nada disso. Quando questionei ele simplesmente respondeu: “já viu motor de carro novo dar problema?”. Ele segue a linha de pediatras que acreditam que os exames clínicos com estetoscópio, apalpando e observando o desenvolvimento e peso da criança são o suficiente para saber se está tudo bem, e que colher exames de crianças tão pequenas não é estritamente necessário quando os resultados dessas observações no consultório são satisfatórios. 

Confesso que eu fiquei aliviada, um pouco com a pulga atrás da orelha, pois todas as minhas amigas com filhos da mesma idade fizeram exames nos pequenos delas, mas muito aliviada de não precisar colher sangue e passar pelo perrengue de colher urina e fezes em saquinhos, que dizem que é bem difícil. 

Exames em bebês

Existe uma outra linha de pediatras que prefere ter em mãos os dados dos exames para certificar o que os exames clínicos constatam. A justificativa para pedir os exames por volta do primeiro ano é um crescente aumento de taxas de colesterol e triglicérides em crianças aparentemente saudáveis, deficiências de vitaminas e o uso desnecessário de medicamentos preventivos, como vermífugos, por exemplo. 

O pediatra da Nina e do João é daqueles que acredita no organismo da criança, ele praticamente não receita nenhum remédio para eles, sempre me orienta a minimizar o mal estar e esperar que o corpo deles reaja e que tudo volte ao normal. No começo eu ficava desesperada, mas depois de mais de dois anos seguindo essa linha eu já consigo ver as vantagens de não entupir eles de remédios, quando eles realmente precisarem, o efeito desses remédios serão cem por cento. Até hoje, apenas o João tomou antibióticos por exemplo, e foi por causa de uma febre que ele teve antes dos três meses, no hospital (assunto para outro post), depois disso nunca mais.

Exames em bebês

Existem situações que justificam o pedido de exames laboratoriais nas duas linhas de pediatras, são elas: 

Exame de sangue:

– Especialmente em crianças pequenas para confirmar suspeita de anemia (falta de ferro).

– Quando houver quadro infeccioso o exame pode identificar e ajudar o médico a descobrir o que pode estar acontecendo. 

– Verificar se existe falta de minerais e vitaminas caso o médico desconfie, normalmente quando a criança tem dificuldade de ganhar peso.

– Já em crianças acima do peso ou obesas, o exame é importante para verificar colesterol, triglicérides e sinais de diabetes. Quando há histórico na família é fundamental investigar.

– Para confirmar uma desconfiança de doença mais séria como leucemia ou doença celíaca (intolerância ao glúten), os exames são indispensáveis no diagnóstico.

Exame de fezes:
– Suspeita de vermes, os sintomas são emagrecimento, fraqueza, alteração nas fezes, coceira na região do ânus e dor de barriga.

– Alterações como gordura ou sangue nas fezes devem ser relatada imediatamente ao pediatra, podem ser sintomas relacionados à diversas doenças.

Até hoje ainda não precisamos fazer nenhum exame nos pequenos, espero que esse dia não chegue tão cedo por aqui! E vocês? Já tiveram que colher exame dos seus filhotes? Me conta como foi?

Beijos,

Kaká

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Toxoplasmose e a gravidez

Oi Casamenteiras, tudo bem?

A toxoplasmose é uma doença causada por um parasita que está presente em carnes cruas, verduras, legumes e frutas, um adulto infectado pode muitas vezes nem perceber que teve a doença, e quando percebe os sintomas são de uma gripe comum, manchas vermelhas no corpo, gânglios inchados, muito raramente pode evoluir para um quadro mais grave.

Já em mulheres grávidas, o perigo é real. Quanto menor o tempo de gestação, maiores os danos que podem ser causados ao feto/bebê. A toxoplasmose durante a gravidez pode causar desde um aborto espontâneo, até deficiências permanentes de visão, audição, dentre outras consequências graves ao bebê. Todo cuidado é pouco!

Uma vez que você pegou essa doença você se torna imune a ela, normalmente os médicos pedem um exame para saber se você tem anticorpos no início da gestação e pedem novamente em outros períodos para garantir que você não contraiu durante a gestação.

Quem ama gatos põe o dedo aqui! Esses bichinhos tão fofos e espertos são minha paixão! Eu amo! Mas é importante falar sobre os cuidados que devemos ter no contato com essas fofuras durante a gestação para evitar a temida toxoplasmose. Os gatos domésticos e outros felinos são hospedeiros do parasita que causa a doença, a transmissão da doença se dá através do contato com as fezes do animal, e o parasita atinge o ponto onde a transmissão pode acontecer após 24 horas. Portanto, se a caixinha de areia do gato for limpa todos os dias, o ideal é mais de uma vez por dia, já diminui muito o risco de contaminação. Durante a gravidez, o ideal mesmo é que a grávida não faça essa tarefa, mas se for impossível fugir dela, use luvas e lave muito bem as mãos depois.

grávida com gatinho

Gatos de apartamento dificilmente estão infectados com a doença, ela é bem mais comum em gatos que vivem soltos e caçam passarinhos e outros bichos contaminados.

Os meus gatos (Mel e Fubá) vivem com a minha mãe no interior de São Paulo, levam a vida que todo gato pediu a Deus, subindo em árvores, tomando um solzinho no gramado do quintal e caçando alguns passarinhos de vez em quando. Portanto, durante a minha gravidez toda eu tomei muito cuidado no contato com eles, não pegava no colo e nem ficava muito perto, gerou até uma ciumeira da parte deles, depois que as crianças nasceram eu tive que reconquistar eles, foi trabalhoso, mas deu tudo certo.

gatinhoNesse assunto da toxoplasmose, os felinos acabaram levando a fama de vilões, mas os campeões de transmissão dessa doença na verdade são os alimentos. Carnes mal passadas e verduras, legumes e frutas mal lavados.

Eu sou louca por quibe cru, é uma das minhas comidas favoritas! Passei muita vontade de comer durante a gravidez toda! Tanta vontade que o marido pediu um delivery para eu comer ainda na maternidade depois que as crianças nasceram! Este é um cuidado que toda grávida deve ter, lavar muito bem todos os alimentos que for consumir e carne só muito bem passada!

O peixe cru, não transmite toxoplasmose, as grávidas amantes de comida japonesa podem comer tranquilas, o cuidado nesse caso é com a procedência do peixe, procure frequentar restaurantes bons, que você já conhece e sabe que servem peixes frescos, o perigo do peixe cru é a salmonela, uma bactéria forte, que causa uma virose violenta, desidrata um adulto em questão de horas, e durante a gravidez pode complicar um pouco mais. É bacana destacar também que a gestante deve maneirar no molho shoyu, que tem muito sódio e pode contribuir para o aumento da pressão arterial.

Gravidinhas, cuidem-se!

Beijos,

Kaká

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Sobre a placenta e o cordão umbilical

Olá casamenteiras, tudo bem?

Engraçado que quando eu era pequena eu achava que o bebê ficava dentro da placenta quando estava dentro da barriga das mulheres grávidas. Quando eu engravidei eu já sabia que não era assim, que o bebê ficava dentro do saco amniótico e a placenta era outra coisa.

Mas meus amigos, principalmente homens continuavam a achar que a placenta era o que envolvia o bebê. E não é assim pessoal!

A placenta é um órgão que existe única e exclusivamente durante a gestação. Ela faz um trabalho de filtragem e ligação sanguínea entre a mãe e o bebê.

Ela é um órgão mesmo, bem sólido, e é dela sai o cordão umbilical que liga a mamãe ao bebê. Através da placenta os nutrientes e oxigênio que a mãe ingere e respira chegam no corpo do bebê, e mãe e bebê compartilham a corrente sanguínea. Ela também produz hormônios super importantes para o desenvolvimento satisfatório do feto.

Em uma gestação de gêmeos idênticos, os bebês compartilham a mesma placenta. Isso é motivo para um acompanhamento mais cuidadoso, pois um bebê pode receber mais nutrientes e oxigênio do que o outro. No caso de gêmeos bivitelinos, cada um tem a sua “lanchonete” como dizia o meu obstetra. Isso torna a gestação mais tranquila.

ultrasom

A placenta filtra diversas toxinas e protege o bebê de muitas formas. Ela acomoda o bebê dentro do saco amniótico e também é uma proteção contra possíveis pancadas na barriga. Claro que se acontecer uma pancada muito forte deve-se procurar um médico e verificar se está tudo bem!

Importante ressaltar também que a placenta é muito eficiente, mas a grávida tem que fazer a sua parte não ingerindo álcool, drogas, tabaco e outras substâncias que a placenta não consegue filtrar.

Este órgão temporário é vital para a sobrevivência do bebê. Grande parte dos problemas que podem acontecer durante uma gestação estão ligados ao desenvolvimento da placenta.

Nas últimas diretrizes implementadas para os partos humanizados na rede pública de saúde no Brasil, incluíram o corte tardio do cordão umbilical, falei dessas novas diretrizes nesse post aqui, vale dar uma olhada. Fui pesquisar o porquê dessa medida e fiquei encantada com as pesquisas que foram desenvolvidas sobre o assunto. Existe uma pressa enorme em cortar o cordão quando o bebê nasce, mas esperar de um a três minutos ou até o cordão parar de pulsar pode trazer muitos benefícios para o bebê.

Bebê recém-nascido

Por ser um órgão com tempo determinado de duração, a placenta para de funcionar e perde sua utilidade logo após o parto. Mas o consenso geral é de que o bebê deve ser separado imediatamente com o corte do cordão. Isso já está mudando, o que é uma ótima notícia! 

Entre os benefícios estudados do corte tardio do cordão umbilical estão:

– Aumento significativo de ferritina no sangue dos bebês. O que pode evitar a necessidade de complementos de ferro que são receitados para todos os bebês. Evitando também muitos casos de anemia.

– Aumento no nível de hemoglobinas. A hemoglobina é responsável pelo transporte de oxigênio e nutrientes para todas as células do nosso corpo.

– Melhora significativa no peso. O cordão continua passando sangue para o bebê mesmo após o nascimento. Algumas fontes dizem que chega a ser até 100ml de sangue a mais. Em alguns casos isso pode fazer toda a diferença no peso do bebê, e consequentemente melhora também a imunidade.

Enfim, eu não sabia dessa possibilidade do corte tardio quanto tive os meus bebês, mas hoje eu com certeza pediria para o médico esperar um pouco para fazer o corte.

Informação é tudo nessa vida né mamães? E lembrem-se, você pode e deve dizer suas vontades para o seu médico. E ele deve sempre respeitá-las quando isso não colocar ninguém em risco.

Aposto que depois de ler tudo isso você até gosta mais da sua placenta vai? hehehe

Um beijo,

Kaká

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