Olá Casamenteiras, tudo jóia?

Vou contar hoje para vocês a história da minha gestação. Aconteceram várias coisas engraçadas, é muita história pra contar! Vou dividir em alguns posts para não ficar cansativo ok?

Vamos lá!

Quando eu e o marido decidimos que era chegada a hora de ter filhotes eu comecei me preparando para a “função grávida”, já fiz um post sobre isso, vcs podem ler aqui.

Tudo pronto, que comecem as tentativas! E logo no primeiro mês de tentativas minha menstruação atrasou 5 dias, eu sou super regulada, então aquilo era bem estranho. Fiz um exame de farmácia e deu negativo. E logo depois a menstruação veio e veio forte e dolorida. Meu médico disse que pode ter sido um aborto espontâneo ou só ansiedade mesmo que causaram o tal atraso.

Depois dessa experiência conversei com o meu médico e descobri que é muito mais comum do que imaginamos que aconteça um aborto espontâneo na primeira gestação. Os números são altíssimos! Se isso aconteceu com você, não se desespere! É sinal de que tudo no seu corpo e no corpo do marido funcionam como devem funcionar, é como se fosse um aquecimento para a gestação em si. Claro, que se acontecer repetidas vezes você deve procurar um médico para fazer exames e descobrir o que pode estar provocando a não continuidade da gestação.

Mas lembre-se, seu estado de espírito é super importante! Tente controlar a ansiedade, se possível, é claro…

No meu caso, eu não tive um positivo para depois perder, e nem era certeza que eu tinha engravidado, podia ser só a ansiedade, então realmente não me abalou. Continuamos as tentativas no mês seguinte.

Eu estava em processo de exames com o meu ginecologista e marquei uma consulta para levar os resultados, fui na consulta e ele perguntou quando viria a minha próxima menstruação, e a minha resposta era que viria no dia seguinte à consulta. Ele resolveu então não fazer ultrassom de útero e ovários pois não daria para ver grande coisa.

Fui para casa, mas confesso que eu já estava me sentindo diferente, meus seios doíam demais, eu não aguentava encostar. Estava meio chorona… Bom, no dia seguinte, a menstruação não veio, e nem no próximo, e nem no próximo… Resolvi fazer um exame de farmácia.

Comprei 4 exames! Esperei o marido dormir e fui fazer. Eu nem tinha terminado o xixi e a segunda linha já apareceu! Bem forte! Uau! Estou gravidíssima! Fiz os outros 3 exames e todos mostraram a tal segunda linha bem forte. Ai Senhor! É isso! Tô grávida!

teste positivo

Era por volta da 1 da manhã. Corri para o quarto, pulei na cama, acordei o marido e dei a notícia! Nos abraçamos, curtimos, choramos e fui dormir feliz da vida!

No dia seguinte liguei para o meu médico e dei a notícia. Ele disse para esperar umas 3 semanas para fazer a primeira ultra pois ainda não daria para ver muita coisa. E pediu o exame de beta HCG quantitativo, que se faz 2 vezes com uma semana de diferença para avaliar a evolução da gestação.

Fiz o exame e os números só aumentaram, gestação evoluindo, vamos que vamos.

Semanas depois, lá fui eu ansiosa para a primeira ultra. Não vi nada para falar a verdade, mas o médico viu o que seria um feijãozinho, uma placenta se formando normalmente e ouvimos aquele som mais maravilhoso do mundo! O coração do bebê. Que já bate forte nas primeiras semanas de vida.

Eu e o marido estávamos com viagem marcada para os Estados Unidos a trabalho. Já aproveitei, pedi autorização para viajar e orientações gerais para a viagem.

Eu iria viajar com nove semanas de gestação, então decidimos fazer o exame de sexagem fetal para aproveitar a viagem e fazer o enxoval do baby. O resultado saiu poucos dias antes da viagem. Menino! Amei!

Eu já tinha visto amigas minhas que assim que souberam do resultado positivo ficaram tão felizes que não aguentaram e contaram para todo mundo, colocaram no Facebook, Instagram, Twitter, e logo depois a gravidez não rolou… É uma situação muito chata, e eu decidi que não queria passar por isso. Não contamos para ninguém! Ninguém mesmo, nem família. Eu não conheço ninguém que queria tanto ser avô quanto o meu pai, e pensando nele e na possível decepção que poderia ser, caso a minha gravidez não fosse para frente, decidimos assim.

Fomos viajar, passamos 20 dias entre Nova Iorque e Filadélfia, compramos tudo que João ia precisar durante o primeiro ano e meio de vida. Carrinho, bebê conforto, bouncer (cadeirinha que treme), cadeira de alimentação, mamadeiras, tudo! O interessante é que eu estava comprando as roupinhas de menino, e sentindo um aperto gigante no peito, eu olhava os vestidinhos e coisas de menina e tinha uma sensação MUITO forte de que eu tinha que levar aquelas coisas do mundo cor de rosa… Mal sabia eu o que estava por vir…

Continua…

Beijos,

Kaká

Foto: arquivo pessoal