CARINHO. Fruição, mas também avaliação inquietante dos gestos carinhosos do objeto amado, na medida em que o sujeito entende não ter o privilégio deles.

Não é apenas necessidade de carinho, mas também necessidade de ser carinhoso para com o outro: envolvemo-nos numa bondade mútua, maternalmente nos embalamos um ao outro; retornamos à raiz de toda relação, ali onde necessidade e desejo se encontram. O gesto carinhoso diz: peça-me tudo que possa adormecer seu corpo, mas não esqueça também que o desejo um pouco, levemente, sem nada querer agarrar imediatamente.”

trecho do livro Fragmentos de um discurso amoroso, de Roland Barthes.

Queria tanto que tivesse trilha sonora nesse blog! Seria muito mais interessante ler o que está aqui escrito ao som da minha música preferida. Bom, enquanto não tem, ou ao menos enquanto eu não sei como fazê-lo, segue o clip da música que estou ouvindo.

James Morrison You give me something
Colocado por metal83