Apresentamos hoje uma nova coluna delícia de ler! O Murillo e a Carlinha são aquele tipo de casal que todo mundo admira e escrevem um blog super gostoso, devorei rapidinho assim que o Murillo enviou uma das crônicas por inbox, no Facebook do Casamenteiras. Bom, o papo foi tão legal e tranquilo que em uma semana eles estão aqui para serem lidos por vocês. Se quiserem dar um olhadinha, o blog deles é esse aqui ó: Casal do Blog

Para você que continua por aqui, um pouquinho do casal e depois o primeiro post da semana:

Murillo, segundo a Carlinha…

O Murillo, pra mim, é um homem de Deus. Ele é todo amoroso e carinhoso (grudinho). É dono do melhor abraço do mundo. Extremamente engraçado, trabalhador e inteligente. Tem talento para muitas coisas e admiro a criatividade dele.

Carlinha, segundo o Murillo…

A Carlinha é uma menina preciosa demais. Cheia de dons e virtudes que faz com carinho tudo. É perfeccionista ( às vezes até demais) e nerd, mas também não tem ninguém que não se encanta com sua doçura. O que mais chama a atenção nela é a vontade de fazer tudo da melhor maneira possível.

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Você só acerta duas vezes na vida: Quando escolhe amar e quando aceita o amor de alguém. Outro dia, me disseram: “Depois que você começou a amar, nunca mais escreveu sobre amor”. Retruquei dizendo: “Desculpe, mas dizem que os românticos são sempre mal interpretados.”

Bom, pelo menos acho que amar é não ser compreendido pelo resto das pessoas. Não  estou dizendo que  os solteiros não tem o seu valor, mas eles normalmente não costumam dar créditos aos amantes, amados e amáveis. Confesso que até os entendo. A gente que ama tem mania de sentir-se privilegiado mesmo. Chegamos até a viver a vida  como se fossemos mais contente. ” É fogo de palha”, eles nos acusam.  No entanto, amar exige tem o risco de ser descreditado.

Eu só tive um grande amor de verdade na vida. Não é grande pelo tamanho, mas pelo que cochichamos nos ouvidos um do outro. Eu compartilho as pequenas palavras, e elas vão saindo aos poucos do trampolim da ponta da língua e caindo suavemente nos ouvidos dela. Você sabe como é isso?  Amar é experimentar muitas sensações. Não há intimidade maior que o silêncio. Somente quando faltam as palavras é que sentimos não precisar delas. Estar nesse ponto com alguém é a melhor sensação que alguém poderia experimentar.

Não tem como negar que amar é a melhor droga que alguém deveria experimentar. Vicia e faz da gente alguém novo. Amar é se renovar a cada dia, ou seja, não viver o mesmo sempre. Tenho muita dificuldade em entender porque para alguns amor e sofrimento tem o mesmo gosto.

Não enxergo amor onde existe condições, onde tem egoísmo, onde tem indiferença… Poxa, todo dia tem alguém dizendo isso, mas mesmo assim a gente não aprende. É claro que às vezes amar exige  coisas como “Eu estava errado, me desculpe”. Renunciar é gostar demais para querer que sua vontade se sobressaia aquilo que os olhos do outro pede sem falar. Sei bem que alguns não sabem isso, mas é exatamente aí que ficaríamos impedidos de praticar essa virtude?

Sei que o rosto de alguns se contorcem ao lerem isso e suas cabeça pensativas dirão: “Ah, amar é impossível!” Claro que é, mas é isso que faz valer a pena! É quase um milagre. É exatamente isso que nos salvam dos momentos sem força.

Amar é batalhar sem esperança. Amar é sujeitar um ao outro. Amar é não ver fim no começo. Amar é suspirar sem controle. Amar é doar, sempre. O amor é um adolescente insurreto que briga sem parar por não parar de pensar.

A deselegância do amor esbarra na prateleira das formalidades do mundo. Não tem hora certa. Não tem lugar apropriado. Ele simplesmente vem sem avisar. Alimenta-se sem que seja oferecido. Bate na porta na hora mais tranquila.

O músculo do amor, desfalece, mas não rompe. Ele, às vezes, cansa , mas logo se recupera. Descansar no amor, gera vida, traz verdade, vitalidade, renovação. A vontade de praticá-lo é o analgésico para a dura realidade humana. O amor deve ser prioridade entre o que tem coração vivo.

O amor é inclassificável. Não tem como definir. Não leva nenhum nome consigo. Ele bate o olho e diz: ” Parece que te conheço de algum lugar”, “Você não me é estranho, sabia?”. Não podemos ter amor rotulado. Não podemos colocar apelidos para ele. Ele te que sem indefinível. Ele tem que ser sem endereço. Tem que ser livre.

O amor fica lá em cima, na última prateleira, aonde ninguém quer pegar, ou você cresce para alcançar ou pede para outro pega pra ti. Sinto-me como se não precisasse me comprometer em ser feliz, descobri que felicidade programada é bobeira. Não há pressa. Tenho amor e o ela, e isso basta. Eu amo até que não possa mais pensar nisso. O amor é uma verdade e isso não é novidade. O mundo não está preparado para ouvir isso. O mundo não está pronto, para nisso, insistir. Mas nós… nós vamos com tudo!

Murillo – Casal do Blog