Olá casamenteiras, tudo bem?

Foi lançado esse mês um cartão mesada da Turma da Mônica que deu o que falar. Vocês viram? Achei legal pois me pôs a pensar sobre educação financeira.

É uma parceria entre a Visa, a Brasil Pré-Pagos e a Maurício de Souza Produções.

A novidade é um aplicativo onde a criança e os pais poderão acompanhar e controlar os gastos.

Indiscutivelmente a mesada ou semanada é uma ferramenta muito bacana para a educação financeira tão necessária para os pequenos.

Todos os especialistas são unânimes em afirmar que receber uma quantia semanal ou mensal e administrar essa quantia para os seus gastos é a forma mais eficiente de ensinar nossos pequenos a poupar, priorizar as questões mais importantes e principalmente que dinheiro não cai do céu e não é infinito.

Quando começar?

A partir dos dois anos e meio a criança já começa a entender a relação entre o dinheiro e comprar produtos. Nessa fase você já pode começar a chamar a atenção da criança para quanto custa cada coisa e que tudo é pago com dinheiro.

A partir dos três anos já se pode iniciar uma pequena semanada. Algumas moedinhas ou um real já são suficientes. E a ideia é mostrar principalmente que “quem escolhe deixa.” Por exemplo em um passeio no shopping, a criança quer tomar um sorvete e comprar um brinquedinho. O que vale é explicar que com o dinheiro que ela tem ela pode fazer apenas um dos dois. E deixar que ela escolha.

Quanto ao valor os especialistas sugerem que a partir dos 6 anos seja um real por ano da criança a cada semana. Uma criança de 6 anos receberia seis reais por semana, vinte e quatro reais por mês. Antes dos seis anos deve ser pouco dindin mesmo, um ou dois reais por semana. Também devemos ficar atentos a quantidade, se a ideia é que eles comprem o próprio lanche na escola por exemplo. O dinheiro deve ser sempre o suficiente. E sobre os lanches ainda, evitar cadernetas e contas na lanchonete, estas dão a impressão de que eles podem gastar o quanto quiserem, sem se preocupar.

dinheiro-reais-de-cima-1024x576 Educação financeira - Quando começar?

A partir dos seis anos também, e até antes disso dependendo da criança, é super saudável incluí-los nas compras da casa. E uma dica bem bacana que eu vi da educadora financeira Cássia D’aquino é deixar a criança responsável por um item da compra. Por exemplo, o sabonete. No dia da compra ela deve verificar a necessidade de comprar sabonete, garantir que esteja na lista de compras e chegando no supermercado ela deve ficar responsável por pegar o produto e colocar no carrinho. Com isso ensinamos muitas coisas relacionadas a planejamento e deixando a criança ocupada com uma tarefa existe menos espaço para escândalos tão comuns em supermercados.

Através de uma educação financeira eficiente, você ensinará seu filho também a poupar (para comprar algo que ele quer muito ou uma viagem por exemplo) e pode ensinar ele a doar. Essa parte também é muito legal. Se tiver alguma instituição que sua família costuma ajudar, ofereça ao seu filho a oportunidade de doar um pedaço do dinheirinho dele também. É uma lição para a vida.

Aqui em casa de alguma forma já começamos a falar com a Nina e João sobre o assunto. Sempre que o papai sai para trabalhar e eles ficam chateados eu explico que o papai trabalha para ganhar dinheiro. E com esse dinheiro nós compramos o papá, as roupas, os brinquedos. Então é importante o papai trabalhar. E quando eu preciso me concentrar para escrever também digo a mesma coisa. E aos poucos eles vão entendendo.

As falências nessa época de mesada ou semanada também são super importantes, pois abrem espaço para você conversar e ensinar a criança a controlar o que recebe para que dure até a próxima. Não vale ficar com dó e complementar quando o dindin for gasto todo em figurinhas no primeiro dia! Se você fizer isso estará perdendo uma oportunidade de ouro!

Hoje em dia, vendo a quantidade de pessoas descontroladas e endividadas, eu sinto que a educação financeira é mais necessária do que nunca! Logo logo vamos começar com os pequenos aqui em casa e vou atualizando vocês sobre esse assunto!

Um beijo!

Kaká