Qual o futuro do amor? Obrigado por perguntar, mas o amor vai bem.

Se você ligar a televisão em qualquer canal vai ver uma enxurrada de motivos para dizer que o amor acabou por completo na humanidade. Os livros, jornais, os filósofos, professores e psicólogos chegaram a conclusão que a humanidade destruiu a sua própria saúde mental por completo. Tudo, por toda parte, aponta para uma crise no amor.

Entretanto, existe uma parcela de pessoas que ainda reconhece que o amor continua sendo um medicamento importante para o equilíbrio entre as más contingências do mundo e a esperança pela existência um pouco mais afetuoso.

Bem, se o amor adoece, fica claro que a sociedade se torna cada dia mais psicopata contra si mesmo. Dessa maneira, cresce uma preocupação recorrente com o futuro do amor para além dos nossos dias. Qual o futuro do amor? Indizível. Alguns crêem que, em algum momento, ele será igualado a um número quase nulo.

Um amor pode ser esquecido?

Eu não sei você, mas eu tenho bastante dificuldade em acreditar que um dia o amor será esquecido. Tudo bem. Até entendo que estamos passando por um momento mais frio e que as pessoas têm contribuído para o crescente desamor. Nesse sentido, os relacionamentos estão cada vez mais complicados, dificultosos e cheios de individualismos.

Apesar de tudo isso, no geral, o amor vai bem. Quando perguntarem por onde anda o amor, responda dizendo que provavelmente o amor deve estar exatamente em quem ousa realizar esta pergunta. Não tratasse apenas de uma visão otimista demais para ser verdade, apenas penso que o amor ainda pode ser notado, praticado e percebido em várias atitudes, pessoas e cantos desse mundo.

El-Buen-Amor.-Con-Nube-De-María. O amor vai bem, obrigado

Talvez o problema do mundo seja justamente as pessoas que desacreditaram na vida e escolheram o caminho mais radical de desistir de vivenciar essa outra realidade mais amorável.

Possivelmente tenhamos atingido a incredulidade completo nos efeitos da afeição e da ternura porque a idéia de amor-perfeito nos distraiu para a realidade de que somos. Estamos atrás do “amor-perfeito” que idealizamos e como ele não é atingível,  muitas vezes partimos para o ceticismo quanto as realidades possíveis de amor. Os seres que desprezam o amor  é que envenenam este mundo com suas filosofias descrentes. São eles que nos forçam a abandonar o centro da percepção dessa realidade e nos forçam a deixar o dom de reagir mediante uma situação sem amor.

Entenda. Não creio o mundo mereça o “prêmio nobel do amor”, porque seríamos hipócritas de nos fazer cegos mediante o mal, apenas não vejo o amor como essa ferramenta sem utilidade eficiente em nossos dias.

É hora dos sobreviventes saírem dos escombros. Existe sim amor para viver. Somos remanescentes de uma era perdida em si mesmo, mas que ainda vê um futuro bom para as relações que desejam fugir do óbvio. Somos a resistência do amor gratuito. Somos aqueles que por teimosia insistem em amar.