Quando o assunto é andador o papo sempre é polêmico. Alguns pais super aprovam e recomedam, outros proibem que qualquer pessoa coloque seu pequeno no brinquedinho. Pesquisando na internet sobre o assunto encontrei este artigo no Baby Center. Leia e depois compartilhe sua opinião!

andador O dilema do andador

Colocar um bebê num andador é como dar uma Ferrari a um adolescente: o risco de acidente é enorme. Tanto que, em abril de 2007, o Canadá proibiu esse tipo de equipamento. Dados britânicos também mostram que o andador é o equipamento infantil que mais provoca acidentes e lesões, em especial devido à velocidade que os bebês podem atingir. A maioria dos acidentes acontece quando o bebê tromba em alguma coisa, encontra um degrau ou um obstáculo e o andador vira. Um simples sapato ou brinquedo no meio do chão já pode causar esse tipo de acidente. Em geral, a primeira parte do corpo do bebê a ser atingida em um acidente com andador é a cabeça, podendo haver traumatismos cranianos de diversas proporções – desde leves, sem consequências, até bem mais graves e, em casos extremos, fatais.

Outro perigo é a falsa sensação de segurança que o andador transmite a quem está tomando conta da criança. Como ela está presa no andador, as pessoas tendem a deixá-la por mais tempo sozinha, quando na verdade deveria acontecer justamente o contrário. O bebê provavelmente fica mais seguro se está no chão, desde que o ambiente tenha sido preparado para ele. Além disso, os andadores não contribuem nada para a criança aprender a andar. Na verdade, podem até atrasar um pouco o processo. Para atingir os marcos do desenvolvimento, o bebê precisa passar pelas fases de rolarsentarengatinhar (é verdade que alguns pulam essa fase) e brincar no chão. Segundo o pediatra Paulo Sérgio de Barros Ferreira, “os estímulos proporcionados pelo andador são inadequados quando comparados com aqueles mais instintivos dados pelos pais que acompanham a criança nos seus primeiros passos”. “Algumas crianças que utilizam andador por muito tempo tornam-se mais inseguras no momento em que precisam andar sem qualquer apoio, demorando mais tempo ainda para poder andar sozinhas”, diz o médico. Se você quiser mesmo usar um andador, leve em conta que eles só são adequados para bebês de mais de 9 meses, que já sentem e engatinhem, e que a criança deve ficar sob vigilância máxima quando estiver nele. Além disso, o tempo de uso precisa ser limitado.

No site da Uol, encontrei um outro texto: “A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) realizou um estudo com 40 crianças (metade usou andador e outra metade não) e concluiu que o andador não traz benefícios e nem prejuízos quanto ao desenvolvimento motor da criança. Uma das principais restrições ao andador dizia respeito ao alto número de acidentes que ele pode provocar, mas percebemos que isso é consequência da negligência dos pais. Independentemente do uso do andador, eles devem estar sempre atentos aos filhos nessa fase de exploração e descobertas”, afirma Marisa Mancini, orientadora do projeto do Departamento de Terapia Ocupacional da UFMG.” O artigo também lembra que há outro tipo de andador em que a criança só se apoia e empurra. Estes também podem acarretar acidentes, mas em menor proporção e gravidade do que os anteriores. Não chega a velocidades grandes. E se a criança escorregar é mais difícil que a cabeça seja a primeira parte do corpo a tocar o chão.

O que acabo concluindo é que melhor mesmo é deixar o bebê explorar e se divertir no chão.

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Foto: Chicco