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AMOR: AÇÃO, REAÇÃO E REVOLUÇÃO | Coluna Casal do Blog

Muita gente ainda se queixa de que não tem gente de caráter para começar uma vida a dois. Bem, quando escuto esse tipo de coisa, logo penso: Será que realmente não existe mais pessoas que tem o desejo de amar ou será que nós é que esquecemos de amar sem idealizações?

Escrevo isso porque eu já me enganei pensando que existia uma pessoa perfeita esperando por mim em algum lugar do mundo, ao invés de pensar que essa coisa de perfeição está mais em como percebemos as pessoas do que no fato de atingir algum ideal que criamos.

Nesse sentido, gostaria que você enxergasse outro significado para o amor na sua vida. Existem, pelo menos para mim, basicamente 3 coisas sobre o amor que precisamos entender.

O amor é ação.

Sei que estamos acostumados a ouvir que amar é agir, mas essa frase é costumeiramente usada para dar indiretas a outros, não é? Será que realmente entendemos a maneira de amar ou continuamos esperando com que o outro tome a atitude sempre?

Creio que muita gente permanece infeliz em seus relacionamentos porque constantemente espera o outro chegar um dia em sua casa, bater à porta e perguntar: “Você quer ficar comigo para sempre?”, “Você me perdoa?”, “O que você precisa para ser feliz?”.

Seria muito legal se a complexidade das relações fosse estancada com esse tipo de pergunta, mas a maioria das pessoas precisa realmente sair desse modelo de amor egoísta que só pensa em receber  do outro sem cogitar a ideia de ceder um pouco.

É verdade que amar é uma ação, mas também é verdade que precisamos ser claros com os demais quanto ao que sentimos por eles. A timidez pode atrapalhar, fazer você se embaralhar nas palavras, pode fazer você se atrapalhar, mas se o outro enxergar a verdade nas suas ações, não terá como menosprezar sua sinceridade e sua vontade de fazer as coisas acontecerem.

Amor sempre foi uma ação em direção do outro, muito mais do que esperar que o outro corresponda ao que idealizamos.

O amor é reação.

Você já viu aqueles vídeos no Youtube de pessoas que vão fazer um pedido público de casamento e sai humilhado porque a outra parte não aceita? Ou então esses outros vídeos de pedidos mirabolantes, bonitinho e criativos que viralizam e fazem as mais otimistas suspirarem diante das suas telas? É sobre isso que temos que amadurecer. Toda forma de amor tem por si só uma reação e provocá-la pode ser libertador.

O problema é esse. A gente sempre vai para os dois extremos, e muitas vezes, o medo não nos permite reagir. Ficamos pensando nos “poréns” e no ” e se”.  Em nossos relacionamentos, ou queremos que tudo dê certo sempre ou fantasiamos que tudo será uma grande tragédia. Nesse meio tempo, ficamos sem reação.

Quem nunca recebeu uma mensagem, uma carta (existe isso ainda?), um elogio, uma cantada e sentiu-se importante, querido ou desejado por outro? Por outro lado, não tem coisa mais terrível que ser desprezado. Aliás, creio mesmo que ninguém resista a dois minutos diante de um olhar sem amor.

Agora, se você não reagir ao carinho de alguém é porque você já não entende mais nada sobre isso e ficou cauterizado pelo passado ou por medo do futuro. Se você não provocar a reação diante do amor, nunca será livre.

Não vim aqui falando de amor não-correspondido, mas afirmar que todo tipo de amor tem que ter uma reação. Mesmo que, às vezes, seja triste. O que não pode é continuar sem saber o que aconteceria se você não tivesse feito algo. Amor sempre será uma reação que necessita de uma ação.

O amor é revolução.

É necessário também dar uma resposta ao mundo como reação do que ele nos faz pensar ser o amor. A gente adora ser bajulado e os discursos sobre o amor reforçam esta idéia de que o amor precisa nos fazer sentir bem e pronto.

Um amor confortável também pode se tornar insuportável por vezes. Cansa. Deixa a gente sempre novidades, sem perspectivas, sem sentido. Não podemos crer que o amor acontece sempre colocando no colo do outro a responsabilidade de ser.

O discurso do amor moderno transforma o outro apenas em um escravo das nossa vontades, idealizações e pensamentos. Precisamos apresentar a revolução do amor. Um amor que seja mais do outro do que meu. Que olhe mais para uma janela do que para um espelho.

Temos que entender de uma vez por todas que é primordial ser amado, mas que é melhor amar e se entregar. No amor, não há muito espaço para os mimados, mas para aqueles que dedicam-se ao outro com coragem e vontade.

Eu escolho esse amor que pode ser simples, franco e direto, mas intenso e verdadeiro. E você? Quer ainda ser escravo dos modelos?

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Rir a dois para vivermos mais e melhor | Casal do Blog

Hoje tem coluna do casal mais fofo desse mundo, o Casal do Blog:

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O amor precisa ser vivido com bom humor. Talvez isso não seja segredo para ninguém, mas é algo que nos acostumamos a esquecer.

Um dos grandes inimigos do bom humor é a rotina, pois ela acaba nos fazendo esquecer que um dos objetivos mais poderosos de amar é alegrar-se com o outro a maior quantidade de tempo das nossas vidas. Parece clichê, mas aqui o assunto é sério.

É extremamente necessário aprender a aproveitar oportunidades de cultivar o bom humor entre os dois. Quando perdemos a dimensão do humor acabamos atingindo o outro diretamente. É uma avalanche interminável.

Nada como uma pitada de humor para salvar qualquer situação. Quem nunca ousou fazer uma palhaçada ingênua somente para ver o sorriso do outro talvez não esteja no caminho certo. É desses momentos que faz a vida ter mais sentido! Não tem a menor graça rir sozinho de algo. A boa piada é aquela que precisa ser compartilhada. A piada precisa de outro para existir quanto piada.

Não demorei para descobrir que amar pressupõe escolher estar feliz com o outro a maioria dos momentos. Sim, escolher. Afinal, existem realmente momentos que o bom humor é uma decisão. Creio que o conceito de felicidade deve passar por vivenciar os momentos que nunca mais queremos que acabe. Sorrir é um desses momentos.

A vida de ninguém é toda colorida o todo tempo. Por isso, utilizar o bom humor não significa ser inconsequente e, a todo custo, forçar uma graça que não existe. O bom humor é realmente bom quando respeita o outro nas suas sensibilidades. Um comentário que atinge mesmo que sem intenção o outro deve ser evitado. Mesmo que engraçado, pode ser fora do momento certo e se tornar uma bomba relógio.

Por outro lado, coisas simples podem nos fazer trocar o mau humor por risos. Quando se perde a mala em meio a uma viagem de férias, por exemplo, somente um bom humorado é capaz fazer uma piada com a situação: “Eu precisava me livrar daquelas roupas velhas mesmo!” Parece exagero, mas o foco aqui é o segredo de não se acostumar com o mau humor.

Não é bom quando algum dos dois tem um dia difícil no trabalho e o outro logo vem uma piada com o tamanho do nariz do chefe dele? Ou ainda, quando do nada surge aquela imitação barata que ele faz dela reclamando com caretas e vozes estranhas? É desses momentos que precisamos mais.

A banda Los Hermanos tem uma música chamada “O vento” em que a letra diz algo que realmente é muito importante aprendermos: “Se a gente já não sabe mais // Rir um do outro meu bem// Então o que resta é chorar.“. Rir um do outro pode tronar as coisas mais leves.

Para alguns, o humor é uma válvula de escape para empurrar assuntos sérios para debaixo do tapete. Isso também é bastante perigoso. Desconfio de gente que é mal-humorada o tempo todo. Tenho inclusive a impressão de que lhes falta algum sentido na vida. Essa gente simplesmente escolhe tirar a sua própria paz por motivos tão bobos que nem percebem mais que se tornaram escravos de si mesmos. Por outro lado, quem tem um bom humor além dos limites pode andar em um caminho melhor.

O bom humor é uma pitada que precisamos em nossos dias para que possamos passar mais momentos divertidos. Não custa nada vez ou outra escolher acordar de bem com a vida. Um “bom dia” mais animado pode ser tudo que alguém precisa.

Deixe o mau humor para aqueles que já escolheram afundar no lamaçal da infelicidade contínua. Ser cordial com um manobrista, com o porteiro, com a amigo mala do seu namorado não é lá um desafio tão grande. O bom humor é um grande facilitador na hora de viver mais leve. Portanto, na vida a dois é indispensável entender isso.

Aos poucos, a gente descobre que ser feliz com o outro custa bem menos do que imaginamos. Que tal tentar?

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Casamento não é no papel | Casal do Blog

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Desde sempre nós, seres humanos, gostamos das formalidades, dos rituais e das tradições. A exemplo as comemorações de aniversário, um batizado que se torna um evento na família ou até uma morte com o ritual do velório. Precisamos oficializar publicamente os acontecimentos relevantes das nossas vidas. Parece que quando não fazemos isso o fato não aconteceu realmente. Aí, eu questiono, qual a importância real disso? Porque quando você se casa chama 100, 200, 300 pessoas para assistirem o que na verdade já aconteceu no coração dos noivos?

É isso mesmo! Eu aprendi, antes de casar, que o casamento é algo que antes de todas as cerimonialidades ele acontece primeiro no coração. Aliás, eu ouso dizer que existe muita gente por aí, que casou como manda o figurino, com direito a véu e grinalda,  está casado perante a lei e carrega o sobrenome do marido, mas que não é casado (a) no coração. E sinceramente, não há valor em toda esta pose se o mais importante não tiver acontecido primeiramente no coração.

Complementando esta ideia, eu tenho aprendido e experimentado que o casamento também acontece todos os dias. Além do “sim” dito no altar, dizemos sim todos os dias para os sonhos a dois, para as vontades e os anseios. Dizemos sim para as manias irritantes e para os defeitos (os suportáveis) também. Dizer sim é um exercício diário de amor, é dar continuidade ao que já havia acontecido no coração antes mesmo da cerimônia.

Casar-se diariamente com quem se ama é além da capacidade humana, é algo que não tem dimensão, nem cabe dentro de nós, e milagrosamente, nos possibilita reafirmar o amor pelo outro nos pequenos gestos, na convivência diária, na rotina cansativa, a todo tempo. Tá, eu posso parecer uma recém-casada romântica demais, boba e ingênua, mas saibam que eu tenho bons exemplos para me inspirar e querer casar-me com o meu amado todos os dias, até o final de nossas vidas.  E se depois de tudo o que leu ainda acha isso uma bobagem, eu te convido a experimentar um amor verdadeiro e aí a gente conversa.

Coluna por Casal do Blog – Texto: Carla Cravo

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Paranóia | Crônica da Semana Casal do Blog

Crônica da Semana: Colunistas Casal do Blog – Paranóia

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“-Toca, porcaria, toca!” – dizia ela em voz alta olhando para o aparelho telefônico. Era mais um reflexo da vontade de falar com ele. Pausou por um tempo – não muito – e trancada no seu quarto, deslanchou pensamentos neuróticos contra si própria: “-Eu preciso saber o que ele está fazendo, com quem está! Não porque eu quero controla-lo, mas e se no meio do caminho ele encontrar alguém que o engane, que finja que vai ama-lo pelo resto da vida? Eu tô aqui, aliás, eu sempre tive, o tempo todo. Eu que quero ser essa pessoa que ele procura, será que esse homem não tem instintos para perceber isso?… É horroroso passar por uma crise de ciúmes quando não se pode descontar em alguém… Argh!”

Pegou um xícara de café, olhou para o porta retrato e voltou a conversar com as paredes: “-Se eu pudesse eu matava qualquer possibilidade dele não ficar comigo. Poxa! Foi eu quem sempre quis cuidar dele, quem sempre quis que ele me olhasse, qualquer outra mulher seria injusto demais. Aliás, isso não é uma crise de ciúmes é?  Eu não sou ciumenta sou?”Parou por um momento para pensar e se deu conta: “Meu Deus! Eu sou.” Aquela verdade bateu como água em pedra dura .

Esmoreceu, se sentiu culpada, levantou olhos em direção do espelho e questionou sem pausa:  “-Será que é por causa desse meu ciúme doentio que ele me vê como amigo apenas? …Se ao menos eu pudesse esconder todo essa fixação por ele, sei lá, jogar em baixo do tapete por alguns minutos… parece que vou ter que aprender a controlar isso. Estou tão confusa…Eu nunca precisei fazer sacrifício por ninguém, não sei por onde começar. Talvez eu devesse largar mão de pensar que mereço exclusividade, ele tinha sua vida antes de mim… Conheceu outras mulheres, outras pessoas…. Ah chega! Não quero mais pensar nisso…Vou arrastar esse sentimento comigo o resto da vida? Será que nem por ele eu posso parar com esse egoísmo e mudar? Calma.. E se… eu fizesse ele reconhecer que precisa mais de mim que eu dele?Seria genial!… mas não vai funcionar, todos amam tanto aquele jeito agradável dele, como ele consegue agradar tanto as pessoas?” –  Voltou o silêncio.

Se jogou no sofá de qualquer jeito e disse: “- Burra! Você ta pensando em coisas que vão te afastar dele não ta vendo? E se você se distanciar ele vai se decepcionar  e correr para outra rapidinho. Há muitas mulheres que queriam estar no seu lugar…. É isso! Muitas mulheres queriam estar no meu lugar , mas nenhuma delas está, porque ele mesmo  diz que me ama como nunca amou alguém, que quer me fazer feliz, ele me faz rir das coisas bobas, me faz tão bem..” – abriu um leve sorriso orgulhoso e concluiu: ” – Ah… ele é um fofo mesmo…não tenho do que reclamar… Droga, acho que eu amo ele de verdade.”  Telefone toca, e ela sai correndo para atender. Era engano. Ela cai na gargalhada sozinha no apartamento.

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O nosso Grande Dia | O Casal do Blog

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Tudo como tinha que ser. Havia sonhado com essa data os últimos meses. Ela acordou cedo, e se deu conta que o dia mais esperado da vida dela acabara de chegar.

“Meu deus! Parece que foi ontem que você chegou em nossa casa com aquele moleque mal-vestido, de boné pra trás, cheirando irresponsabilidade e leite materno!” exclamou Seu Mario, pai da noiva. Além disso, era uma honra para ela poder casar com seu primeiro e único namorado.

Para Pedro parecia um dia normal, comum, foi dispensado do trabalho mais cedo, já era um lucro. Achava esse negócio de salão uma grande frescura, então só cortou o cabelo aonde sempre cortava mesmo. Acendeu um cigarro e foi repreendido pela maioria: “Ah! Agora que vai começar uma nova vida, você podia pelo menos parar de fumar né?” Ele retrucou: “Eu vou entrar na igreja para casar, não vou virar padre!”

As horas foram se aproximando, parecia uma contagem regressiva. Não via a hora de tirar o terno, teve que emagrecer 6 quilos para entrar nele.

Tinha chegado a hora. Estava lá, parado, a marcha nupcial começando, todos olhando para a porta, esperando por ela, deslumbrante com haviam dito que ela estaria. A porta abriu quase que conjuntamente com o sorriso do rosto dela. Um dos padrinhos cochichou baixo: “Uau! Como ela ta linda!”

A tia-avó dela começou a espremer as lágrimas com um lenço enquanto seu esposo segurava as pálpebras para não dormir. Tinham vindo do Acre de ônibus.

Quando Seu Mário entregou sua filha ao noivo falou bem baixinho em seu ouvido: “Se fizer ela chorar, eu te mato!” e seguiu com um sorriso discreto. O padre pediu para que todos sentassem. Então era a vez de Pedro fazer seu papel:

“- Gabriela, você me aceita como seu legí..”

“- Como é?”

“- O que?”

“- Meu nome é Gabriele!! Com E!”

A igreja ficou em silêncio. Com lágrimas nos olhos, ela correu em direção a saída segurando a barra do vestido. Seu Mário, pai da noiva, cutucou a esposa e disse: “Sério? Com “E” no final?”

“Homens…” pensou ela indignada.

 

Obrigada Casal do Blog.

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