cesárea


Vamos falar sobre parto?

Olá Casamenteiras, tudo bem?

Vamos falar sobre parto?

Essa semana o ANS implementou as novas diretrizes de partos para os planos de saúde no Brasil. Essa medida já está valendo a partir da última segunda-feira (06/07/15).

Os médicos sempre tiveram que justificar as cesáreas para receberem o pagamento do plano de saúde. E cá entre nós, sabemos que na grande maioria dos casos as cesáreas são feitas em mulheres saudáveis, bebês saudáveis e situações que poderiam muito bem evoluir para um parto normal.

A diferença agora é que o médico durante o trabalho de parto (sim, todas as mulheres entrarão em trabalho de parto, salvo exceções de risco) irá preencher uma ficha chamada “partograma” e terá que utilizar este documento para justificar a cesárea e assim receber o seu pagamento do plano de saúde. Será cobrado dos planos de saúde uma maior fiscalização deste documento e haverão auditorias, onde se for constatado que a cesárea foi desnecessária, o plano pode não pagar o médico e a equipe. Essa medida com certeza vai incentivar os médicos a diminuir o número de cesáreas não necessárias por mexer diretamente no bolso.

Pausa para uma atualização: logo após a divulgação das medidas, a ANS voltou atrás e decidiu que o plano de saúde pode sim pagar o médico e equipe no caso de uma cesárea eletiva, a paciente deve ser informada de todos os riscos que ela e o bebê correm no parto cesariano e assinar um termo de autorização do procedimento. Decidi não mudar o texto que já havia escrito pois nele contém a minha sincera opinião sobre estes últimos acontecimentos. Voltando ao post!

Hoje, 84,6% dos partos realizados por planos de saúde são cesáreas. E na rede pública este número é de 40%. Combinando os dados da rede pública e privada o número de cesáreas no Brasil é de 55,6% do total de nascimentos. Muito acima da média recomendada pela OMS ( Organização Mundial da Saúde) que é de apenas 15%.

Dollarphotoclub_79894276 Vamos falar sobre parto?

Olhando essa situação pela ótica dos obstetras, podemos entender o porquê de tantos partos serem feitos através de cesáreas com hora marcada. Os planos de saúde pagam muito pouco por partos normais, e o parto normal demanda que o médico fique à disposição da paciente por horas, até que o bebê nasça. Horas que ele poderia estar no consultório atendendo outras pacientes e assim ganhando mais dindin. Fora que o parto normal acontece a qualquer momento, dia ou noite, dia útil e final de semana, feriados, enfim é bem mais restritivo para o médico.

Pela nossa ótica, mulheres, grávidas e mamães, não há dúvidas de que o parto normal é melhor para mãe e bebê. Inúmeros estudos mostram essa realidade. Porém vi por aí muitas mulheres apavoradas com a idéia de serem “obrigadas”a ter um parto normal. Algumas por falta de informação e outras por terem tido experiências realmente assustadoras em partos anteriores. Cada uma com razão dentro da sua razão, certo?

Mulheres que fazem questão de ter um parto normal, tem uma baita dificuldade de encontrar médicos que apoiam essa decisão, e até as que têm plano de saúde têm procurado maternidades públicas para terem seus bebês da forma que querem.

O Ministério da Saúde aprovou recentemente novas diretrizes para o parto humanizado na rede pública, que incluem amamentação na primeira hora, corte tardio do cordão umbilical (esperar ele parar de pulsar para cortar), exames e vacinas também são feitas um pouco mais tarde, possibilitando que mãe e bebê tenham um contato pele com pele por mais tempo logo após o nascimento, entre outras medidas que só trazem benefícios para todos. Isso está atraindo muitas mulheres para a rede pública.

Pelo que eu entendi, sim, se você fizer questão de fazer uma cesárea e estiver em plenas condições de fazer o parto normal, você terá que pagar por isso. (Lembrem-se da atualização!) Não é uma boa comparação, mas é como uma cirurgia plástica, se a cirurgia for para corrigir a retirada de uma mama por exemplo, o plano de saúde cobre, agora se for puramente estética como implantes de silicone para aumentar os seios, o plano não cobre.

Ou seja, você continua com o poder de decisão sobre o seu parto, mas se não houver a necessidade justificada e documentada pelo seu médico para uma cesárea, você terá que pagar pelo seu parto.

Eu sempre gostei da ideia do parto normal. Acredito profundamente que o nosso corpo é preparado para esse momento e sabe o que fazer. Minha gestação foi super tranquila, mas desde que eu descobri que eram gêmeos, tirei a ideia de um parto normal da minha cabeça.

Dollarphotoclub_80356973 Vamos falar sobre parto?

Hoje, lendo mais sobre o assunto, vejo que eu poderia sim ter insistido na ideia de um parto normal, mesmo sendo gêmeos. Tantas mulheres no mundo conseguem! Porque eu não conseguiria? Eu não insisti na ideia por falta de informação. Não do meu obstetra que é maravilhoso! Mas eu não sabia que era possível e nem levantei a lebre.

Respeito muito a decisão de cada uma das mulheres do mundo, mas não posso dizer que não comemorei os acontecimentos recentes que vão melhorar tanto os índices de óbitos de mães e bebês no nosso país.

Não pretendo ter mais filhos, mas se acontecer, vou insistir até o fim por um parto normal. Estou bem longe de ser uma militante chata do parto normal, dessas que não respeita a decisão dos outros. Já vi muitas dessas chatas dizendo coisas absurdas! Que cesárea não é parto, que quem faz cesárea é covarde, e até o absurdo de que quem faz cesárea nem deveria ser mãe! Pode?

Me deixa muito triste ler essas coisas pela internet, é muita falta de amor falar isso de qualquer pessoa. Eu tive meus filhos por cesárea, foi um parto sim e foi lindo! Foi um momento mágico! Minha família e meus amigos estavam lá assistindo tudo pelo vidro da maternidade. Eu amei! Faria diferente hoje? Talvez. Mas eu amei!

O recado que eu gostaria que ficasse aqui é para as grávidas. Informem-se! Leiam, busquem saber sobre o parto normal e principalmente conversem com seus obstetras e deixem tudo combinado. Não há o que temer! Nós aqui no Brasil temos uma imagem terrível do parto normal, gritos, dor, suor, sangue e muito sofrimento. Mas não precisa ser assim. Leiam, procurem saber, tenho certeza que vão se surpreender!

E boa hora para todas as leitoras gravidinhas! Cesárea ou normal que tenham um lindo parto e curtam muito esse momento mágico de conhecer esse ser lindo que está dentro da sua barriga!

Beijos

Kaká

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A minha gravidez – Parte 3 de 3

Olá Pessoal, tudo bem?

Para entender este texto volte duas casas, ops (rs!), volte dois posts de bebê!

Minha gestação continuou muito tranquila. Acho que aquele dia eu passei mal só para descobrir que eram gêmeos. Hoje vendo a personalidade da Nina consigo até ver ela inconformada que ninguém falava com ela dentro da barriga! Hahahaha

Ganhei pouco peso, 10 quilos no total, e eu comia muito, mas muito mesmo! Meus amigos diziam que os bebês estavam me consumindo! Pois eu fui afinando pernas, braços, rosto. Nem eu acreditava, mas eu emagreci durante a gestação, enquanto eles ganharam o peso certinho.

Com 35 semanas resolvi fazer as fotos do barrigão. Eu estava me sentindo linda, poderosa, incrível! Gerar vidas dentro da gente faz maravilhas!

A vida me brindou com muitos amigos fotógrafos, e todos super talentosos, e a Samara, minha amiga fotógrafa me deu de presente uma sessão de fotos. Eu amei cada segundo! Recomendo muito fazer as fotos, são uma lembrança maravilhosa.

Eu não tinha até então nenhum dos sintomas de final de gestação, diabetes ok, pressão ok, espessura do útero ok, bebês super ok! Vamos esperar!

Com 36 semanas eu estava carregando um peso surreal na barriga. Façam as contas comigo. João com 2,200kg, Nina com 2,300kg, duas placentas de uns 650gr cada, mais o líquido amniótico de dois sacos gestacionais (a média são 800ml cada), o útero chega a pesar 1,1 quilos e o sangue que o nosso corpo estoca para a perda no parto. Uau! Eu estava carregando entre 7 e 8 quilos tranquilamente!

Eu sentia a bacia abrir, o osso mesmo, doía. E eu estava me sentindo tão cansada! E para dormir? Eu precisava de um guindaste para virar na cama! Hahaha

Na minha última consulta antes de marcar a cesárea, minha pressão tinha subido. Eu estava começando a entrar em pré-eclâmpsia. Fiquei apavorada! Sempre saí do consultório com elogios, e dessa vez tinha alguma coisa! Marcamos a data.

IMG_2377_1024-765x1024 A minha gravidez - Parte 3 de 3

Eles nasceram com 36 semanas e 5 dias. Toda a minha família e muitos amigos queridos quiseram assistir ao parto. Eu amei! Na maternidade onde eles nasceram a sala de parto tem um vidro grande onde as pessoas veem o bebê chegando. É emocionante!

IMG_2392_1024-1024x768 A minha gravidez - Parte 3 de 3

E tinha tanta gente, mas tanta gente que até embaçou os vidros de todas as janelas. Parecia um show de rock! Eu adorei que esse povo todo estava lá. Antes de entrar na sala de parto estavam lá para me desejar boa sorte e são amigos que literalmente viram os meus filhos nascerem! Isso é muito legal!

IMG_2385_1024-768x1024 A minha gravidez - Parte 3 de 3

A Nina e o João não foram considerados prematuros. Eu me senti uma guerreira de conseguir chegar até ali. Foram para o quarto comigo e saímos todos juntos da maternidade. Foi uma vitória! O dia que fomos para casa juntos foi o melhor dia da minha vida! Era a cena que eu imaginei a gestação inteira. Ufa! Deu tudo certo!

É isso gente! Foi uma delícia relembrar cada detalhe desse período tão especial da minha vida. Está chegando o aniversário de dois anos dos meus pequenos e a emoção vai chegando junto!

Obrigada por curtirem junto comigo!

Beijos,

Kaká

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