O casamenteiras está na semana da madrinha, que tal falarmos deste assunto no universo bebê também?

Escolher os padrinhos para nossos filhos é uma tarefa que exige muita análise e principalmente ouvir o que diz o coração.

Muitas pessoas gostam de manter essa tarefa na família, chamando irmãos, primos, avós. É super compreensível essa escolha. A vida é tão imprevisível, tanta coisa pode acontecer entre vocês e o casal que escolheram, mas família é sempre família, não importa o que aconteça.

Eu sou da opinião de que família, já é família, e eu sinto que é legal colocar na vida da criança uma pessoa diferente, que teve outra criação, outra história de vida e que vai poder acrescentar outra visão do mundo para a criança e ao longo da vida dela.

Atenção! Essa escolha é ultra pessoal, portanto não há certo e errado aqui. Vou apenas compartilhar a minha visão sobre o assunto.

A função dos padrinhos é garantir que na falta dos pais, a criança seja encaminhada espiritualmente para o caminho escolhido e seguido pelos pais. Portanto vejo como de suma importância que os padrinhos compartilhem da mesma religião, crenças, sentimentos. Ou, que mesmo não compartilhando tudo isso, que se confie que o casal apresentará o caminho espiritual que vocês como pais apresentariam.

 

 

No meu caso, não somos uma família religiosa, somos cristãos e seguimos um caminho espiritual. O que nós procuramos nos padrinhos das crianças, era que nós sentíssemos deles a convicção no caminho espiritual que escolhemos. Que eles caminhassem lado a lado conosco.

As pessoas que convivemos no nosso dia a dia mudam o tempo todo, conforme as afinidades e momentos da vida de cada um. Tudo pode acontecer, até um afastamento natural entre os pais e os padrinhos ao decorrer do tempo. Por isso para mim a importância de sentir no coração que eles compartilham das mesmas crenças e que isso não irá mudar. Apesar que isso não podemos garantir né?

É claro que a convivência de perto é uma delícia! Ver o tanto que os dindos curtem e são curtidos é bom demais! Mas honestamente, a única coisa que eu espero dos padrinhos dos meus filhotes é que caso eu e o papai faltemos, que eles garantam que farão de tudo para encaminhar os pequenos.

Não espero que eles criem a Nina e o João como filhos, na nossa falta isso se tornaria papel da família, e não dos padrinhos. Até porque eles têm padrinhos diferentes. Iria cada um para uma casa?

Isso também é legal, como temos gêmeos, poderíamos ter escolhido os mesmos padrinhos para eles, mas eu realmente acredito que inserir pessoas com vivências diferentes vai enriquecer a vida e a visão de mundo deles.

Não espero amor incondicional. Isso é um sentimento que apenas uma mãe e um pai sentem pelos seus filhos. É impossível esperar isso de alguém sem se decepcionar, entendem?

 

 

Gostaria muito que a nossa convivência com os dindos (que são amigos muito queridos) se estenda pela vida toda e que possamos compartilhar o crescimento dos nossos filhos juntos!  E que os padrinhos se tornem amigos dos nossos filhos. Sempre escolhemos amigos especiais para essa tarefa. Se você foi convidado para apadrinhar uma criança, sinta-se privilegiado, e tente entender o que os pais esperam de você. Lembre-se, tudo o que você leu aqui não é uma regra, é a minha opinião, e ela é bem diferente da maioria.

Já li e ouvi opiniões bem diferentes. De que os padrinhos devem estar sempre muito presentes, saber e acompanhar tudo que a criança gosta, presentear com frequência e fazer o papel de segundos pai e mãe. É uma tarefa séria, pense bem antes de aceitar o convite.

Fico com o coração tranquilo sempre que penso na escolha que fizemos. E acho que isso que é o mais importante nesse caso!

E vocês? O que pensam sobre o assunto? Adoraria ler a opinião do vocês!

Beijos,
Kaká