mau hálito


Atenção para o mau hálito

Meninas, seu cãozinho tem mau hálito? Atenção! Isso pode ser doença periodontal. Ela é muito comum e atinge 85% dos cachorros com idade acima de três anos. E a falta de tratamento pode ocasionar inflamações cardíacas sérias, ou ainda renais e hepáticas, causadas pela proliferação de bactérias na boca do animal.

O grande problemas da doença periodontal é que os sinais são praticamente invisíveis, já que as lesões são na gengiva. Ou seja, para identificar, só mesmo pelo mau cheiro no hálito. Ele pode também, eventualmente, recusar um pouco a comida por sentir muita dor e ficar com as mandíbulas frágeis.

Então, fiquem atentas e levem o seu pet para consultar com um especialista frequentemente. E lembre-se de escovar os dentes do cão diariamente, depois que ele completar seis anos. Consulte o seu veterinário de confiança para adquirir algumas dicas de como fazer da forma mais adequada.

Foto: Pinterest

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Halitose (mau hálito)

Já falamos neste post aqui sobre a questão do mau hálito, mas como é um assunto muito importante, Dra. Viviane resolveu reforçar.

É muito comum na rotina clínica a reclamação de que o cão está com hálito desagradável. Ao contrário da crença popular, problemas estomacais e pulmonares não têm influência sobre o odor da boca. A causa mais comum são as periodontopatias, ou seja, as doenças geradas pela presença de tártaro, placa bacteriana ou restos alimentares na cavidade bucal. Muitas vezes a presença de tártaro leva a infecções nas gengivas que chamamos gengivites, gerando assim um odor ainda mais desagradável. Eventualmente a gengivite se agrava e envolve a porção óssea da face (maxila e/ou mandíbula) gerando um quadro bastante sério. O tártaro também pode levar ao acúmulo de bactérias na gengiva e migração delas para o coração gerando um quadro chamado endocardite, que pode levar ao óbito.

Verificamos que os pacientes mais predispostos a esses problemas são os braquicefálicos (bulldogs, pugs) e raças pequenas (poodles, shih-tzu). Os sinais clínicos mais observados são halitose e arranhadura da boca com as patas. Muitos pacientes reduzem a ingesta alimentar por dor ou desconforto, principalmente os animais mais velhos.

O tratamento consiste na limpeza dos dentes (chamamos profilaxia dentária) sob anestesia. Nesse procedimento fazemos a remoção do tártaro via ultrassom e polimento dos dentes. Na maioria das vezes é necessário que o cão receba antibióticos antes e depois do procedimento a fim de evitar que as bactérias se espalhem pelo corpo via sanguínea.

A melhor forma de evitar que o cão desenvolva halitose e doenças bucais é a prevenção. Mas vale lembrar se o tártaro já está fixado, deve-se primeiro providenciar a profilaxia dentária para depois fazer a prevenção. Pode-se prevenir utilizando pastas dentais como a C.E.T ® (marca Virbac) uma vez a cada 7 dias, este produto faz uma ação bem ampla de proteção evitando que o tártaro se acumule. Outro produto chamado Aquadent ® (marca Virbac) que é misturado na água também ajuda na prevenção do tártaro e redução da halitose. É importante também atentar para alimentação do cão, alimentos muito moles tendem a se fixar mais nos dentes e promover a formação da placa dentária.

Dra. Viviane Dubal – CRMV/RS 8844

Formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e proprietária da Clinica Veterinária Saúde Animal em Porto Alegre. Contato: vivianesd@bol.com.br

 

Foto: cleanchops.com

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Mau hálito

O mau hálito do pet é uma constante reclamação da rotina clínica. Muitas vezes os proprietários relatam que o cão ou gato tem odor desagradável, mas não conseguem definir sua origem. Daí cabe ao veterinário identificar se provém da boca, conduto auditivo, olhos, pêlo, pele ou região genital. Após definido a origem do problema, passa-se a análise de suas causas.

Existem várias razões que levam ao odor desagradável da cavidade bucal, a retenção de restos de alimento que podem se manter presos a língua ou dentes e iniciar decomposição é uma causa comum do problema. Dietas que envolvam alto teor protéico podem levar a fermentação do alimento no estômago e liberação de gases que são eliminados pela boca gerando um cheiro forte. Outra causa é a fixação de corpos estranhos na boca como pedacinhos de madeira ou restos de ossos que iniciam um processo infeccioso levando ao mau cheiro. Alguns animais adotam alguns hábitos estranhos como a ingestão de fezes (coprofagia) que levam ao mau hálito intenso, essa mania pode ser relacionada com problemas comportamentais (tentativa de chamar atenção ou tentativa de se distrair quando estão entediados), carência de nutrientes na dieta, fornecimento de alimentos como presunto/chester que produzem cheiro intenso nas fezes tornando-a atrativa ao animal ou ainda doenças sistêmicas como pancreatite. Existem algumas outras doenças que podem levar ao mau hálito como tumores na cavidade bucal, problemas respiratórios, alterações renais, entre outros. No entanto, vamos dar ênfase ao problema mais comum que vemos como causa do cheiro desagradável da boca de cães e gatos: doença periodontal.

A doença periodontal consiste no acúmulo de placas de tártaro nos dentes e multiplicação bacteriana dessa placa dental causando uma infecção local. O cão e o gato apresentam características fisiológicas que propiciam maior facilidade de acúmulo da placa. A doença periodontal envolve os tecidos moles e duros que fixam as raízes e permitem a manutenção do dente firme na boca. Quando ocorre o problema, muitas vezes a estrutura do dente é alterada e ocorre o amolecimento ou queda do mesmo, causando muito desconforto ao animal tanto pelo fragilização do dente quanto pela gengivite que ocorre. Os sinais que o pet apresenta incluem cheiro ruim da cavidade bucal, relutância em ingerir alimentos firmes, emagrecimento e também há possibilidade de febre. O tratamento deve ser realizado sob anestesia com limpeza dos dentes, extração daqueles que estão comprometidos e polimento dos dentes restantes. Alguns dias antes da cirurgia indica-se tratamento com antibióticos que permanecerão após procedimento pelo tempo indicado pelo veterinário. A prevenção do problema deve ser realizado com alimentação adequada de boa qualidade de preferência constituída somente por ração, escovação dentária com creme dental veterinário (por exemplo o creme dental C.E.T da Virbac) e escova/dedeira, no mínimo uma vez na semana e fornecimento de brinquedos que estimulem a remoção do tártaro (por exemplo, Bone Clean). Ideal é acostumar animal desde pequeno à manipulação da boca, pode-se começar passando uma gaze delicadamente quando é filhote e evoluindo para escovação quando estiver maior.

A doença periodontal é um problema muito doloroso ao animal que pode alterar seu comportamento o tornando mais triste e sem entusiasmo para brincadeiras. Muitas vezes esses problemas são considerados por alguns como estética, mas na realidade é uma questão de saúde e bem-estar animal.

Foto: Cachorro Ideal e Lucky pet shop

Dra. Viviane Dubal – CRMV/RS 8844

Formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e proprietária da Clinica Veterinária Saúde Animal em Porto Alegre. Contato: vivianesd@bol.com.br

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