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Equilid: tomar ou não tomar?

Amamentando com Equilid

Quem amamenta ou já amamentou já deve ter escutado falar! Equilid é uma medicação, um antidepressivo, que como efeito colocar estimula a produção de leite materno. Tomar durante a fase de amamentação não tem nada  a ver com estar deprimida, muitas vezes o médico recomenda porque a produção de leite está baixa por mil outros motivos: você pode estar estressada, o bebê pode estar sugando pouco ou errado, ou simplesmente porque seu leite não está dando conta da fome do seu filho.

Pesquisando na internet muitas mães comentam em fóruns que o Equilid engorda, que desacelera o metabolismo. Então… aqueles quilinhos que estavam empacados continuam ali ou podem até aumentar…

EQUILID

Bom! Eu estou amamentando a Alice ainda, ela está com 5 meses, mas também toma complemento (Aptamil 1). Estou tomando Equilid desde os 2 meses, pois a Alice teve refluxo e sempre mamou pouco, então percebi que meu leite estava diminuindo. Na época do Rafael amamentei até 8 meses e meio e nunca tomei nada nem dei complemento, por isso tenho certeza que a nossa produção do leite tem super a ver com o jeito que o bebê mama. Mas voltando ao Equilid, estou no dilema se ele engorda ou não, ou pelo menos dificulta o emagrecimento, pois estou empacadíssima em três quilos que resolveram não me deixar em paz… e as vezes a balança implica comigo e sobe pra 4…(inferno!!).

Você também pode verificar a bula original do remédio aqui para mais informações 😉

Conto minha experiência e queria muito escutar a de vocês!!! Comentem!!

Ah! E para quem adora tirar foto do bebê, vale a pena conferir esta matéria: Registro do bebê mês a mês <3

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Erliquiose Canina – Doença do Carrapato

A erliquiose é uma doença transmitida pela saliva do carrapato durante a picada. O carrapato transmissor é o marron (Rhipicephalus sanguineus) e a doença pode se manter incubada por até 3 semanas. Podemos ter casos agudos que se manifestam com anemia leve, alterações plaquetárias (coagulação) com comprometimento hepático e esplênico (baço). Muitas vezes evoluem para estados subclínicos da doença que mantêm e acentuam alterações plaquetárias. Os casos que cronificam podem gerar deficiências severas na produção de células pela medula óssea e lavar o cão ao óbito por conseqüência.

O paciente portador de erliquiose tem tendência a hemorragias, alterações no baço e no fígado. A prevalência da doença se dá conforme época do ano, em locais muito quentes e úmidos pode ocorrer durante todo o ano. Nos locais frios, o carrapato se desenvolve menos e a incidência da doença reduz.

Os sinais clínicos observado no paciente com erliquiose são:

• Letargia – cão parece desanimado, sem vontade de brincar ou correr;
• Anorexia e perda de peso – cão perde o apetite e perde peso;
• Febre;
• Sangramentos – paciente pode sangrar gengivas e demais mucosas sem lesão prévia;
• Alterações respiratórias – o cão pode aumentar a freqüência respiratória como se estivesse sempre cansado;
• Alterações na forma de caminhar – o paciente parece perder o equilíbrio e ter dificuldade de deambular.

O diagnóstico é realizado pelo veterinário através do exame clínico e físico do cão e através de exames complementares. Geralmente se coleta sangue para hemograma completo e bioquímicos sanguíneos, testes sorológicos como o PCR também são muito úteis na detecção do problema. Após realizado o diagnóstico, parte-se para o tratamento que é realizado com uso de medicações por longo período e exames de rotina. O prognóstico é favorável na maioria dos casos, mas em cães com erliquiose crônica com comprometimento da medula óssea o prognóstico é reservado.

O paciente é monitorado com contagem plaquetária semanalmente e em casos mais sérios reduz-se esse prazo. Os testes sorológicos são repetidos em 9 meses. Vale lembrar que uma infecção anterior não cria imunidade ao problema, assim se entrar em contato com carrapatos contaminados pode adquirir a erliquiose novamente.

A prevenção da doença deve ser realizada através do controle da infestação por carrapatos. Assim mensalmente deve-se aplicar produto antipulgas e anticarrapatos que garantem a segurança do cão. A higiene também é importante com manutenção de banhos regulares. É importante lembrar que antes de procedimentos cirúrgicos devemos sempre fazer um check-up sanguíneo a fim de detectar problemas como a erliquiose e evitar hemorragias.

Imagens: enviadas por Viviane Dubal

Dra. Viviane Dubal – CRMV/RS 8844

Formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e proprietária da Clinica Veterinária Saúde Animal em Porto Alegre. Contato: vivianesd@bol.com.br

 

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