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Nossos pets também envelhecem

Meninas, vocês já pensaram que um dia nossos amados cães e gatos (e qualquer outro bichinho de estimação) envelhecerão, terão limitações e precisarão mais do que nunca de todo nosso amor e carinho?

Pois é, depois de assistir a Marley & Eu pela enésima vez, me perguntei como seria acompanhar o desenvolvimento dos nossos pets até essa fase, como cuidar deles, entender que estão em um ritmo reduzido, que não se interessam mais em brincar… Questões bem importantes, pois nem sempre entendemos o que se passa com eles! E depois de tantas lágrimas (quem não chorou com esse filme, né) resolvi pesquisar algumas dicas pra dividir aqui com vocês, espero que sejam bem úteis!

oldpets1 Nossos pets também envelhecem

Quando cães e gatos começam a envelhecer é o momento em que necessitam de toda nossa dedicação, são considerados seus anos de ouro, nossa responsabilidade é garantir que eles envelheçam com conforto e fazendo coisas divertidas, embora em outro ritmo – nada disso é fácil, mas devemos tentar.

Não é porque estão velhos que não aprenderão coisas novas, aprenderão sim, porém de forma bem mais lenta, com um pouco de paciência conseguimos ensinar novas rotinas e brincadeiras. A vantagem é que eles se concentram melhor nos treinamentos e seus movimentos ficam mais suaves. Além disso, é importante manter o cérebro ativo e saudável, então mesmo que ele demore a aprender, tenha paciência!

Cães devem continuar exercitando-se na velhice, isso é importante para manterem-se saudáveis e felizes, apenas diminua o ritmo e principalmente a intensidade das caminhadas, por exemplo, mas mantenha uma rotina diária. Exercícios ajudam a manter músculos e articulações fortalecidos, prevenindo assim quedas e possíveis fraturas nessa fase da vida deles.

Se seu gato está idoso e você notou uma perda de peso significativa mesmo ele se alimentando bem, não deixe de procurar um veterinário, pois gatos em idade avançada tem maiores chances de desenvolver uma doença chamada hipertireoidismo, que afeta diretamente seu metabolismo, acelerando-o e causando essa perda de peso. Outros sintomas ainda podem se apresentar, como depressão e fraqueza. Lembrem que essa predisposição se dá em gatos mais velhos, então vale ficarmos atentos.

Beber água é saudável e recomendado, e cães bebem muita água por natureza. Mas se seu pet está bebendo além da conta, se você notou que a ingesta de água dele mudou, isso pode ser um sinal de diabetes, doença renal ou câncer, que são doenças bem graves. Sempre que notar alguma mudança na rotina alimentar de seu pet, vá até o veterinário para esclarecer se é algo temporário ou se trata de uma doença que deve ser levada a sério e tratada.

Gatos idosos costumam miar mais que gatos jovens. Com o tempo já conhecemos os miados dos nossos gatos, não é mesmo? Sabemos quando miam porque querem atenção ou quando miam porque estão com dor. Por isso é tão importante a gente conhecer nosso pet, para poder notar essas mudanças comportamentais que podem esconder doenças. Se notar que seu gato idoso anda utilizando as cordas vocais mais que o habitual ou tem se tornado agressivo, consulte um veterinário.

Conforme a idade do seu pet vai avançando é importante colocar na sua agenda dois check-ups anuais com o veterinário. Essas visitas permitem controlar a saúde deles e manter o nível de bem estar. Sempre fique atenta as mudanças de comportamento que podem indicar algum desconforto ou doença. Se precisar, não hesite em voltar ao veterinário quantas vezes forem necessárias.

Outra dica que achei bem importante e valiosa é que assim como nós trocamos nossos colchões de tempos em tempos porque estão desgastados e não oferecem mais conforto, nossos pets também precisam de uma atenção nessa área, lembrem-se que seus ossos e músculos já não estão tão fortalecidos, pensem na possibilidade de comprar uma caminha e cobertas novas e bem fofinhas para eles. Para casos específicos, existem até caminhas ortopédicas. Um mimo e um cuidado que proporcionam bem estar.

Independente da idade, cães e gatos podem envelhecer de diferentes formas e em tempos também diferentes (mais cedo ou mais tarde). O ideal é acompanharmos o desenvolvimento e as características deles o tempo inteiro, para conhecê-los melhor e reconhecer rapidamente quando houver mudanças. Assim poderemos cuidá-los de verdade e dar a eles a atenção que merecem.

E então, meninas, acho que essas dicas são um tesouro e apesar de muitas delas já estarem presentes na nossa rotina diária com os pets, nunca é demais lembrar! Amor, carinho e cuidado são fundamentais, assim como cuidamos de pessoas queridas – filhos, familiares e amigos – nossos cães e gatos também necessitam desses “itens” básicos para viver bem!!!

Fotos/Via: Pawnation

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Obesidade em Cães e Gatos

Assim como em seres humanos, a obesidade em animais se define pelo acúmulo excesivo de gordura no corpo. É a doença nutricional mais comum em cães e gatos, leva a disfunções corporais e consequentemente reduz a expectativa e a qualidade de vida dos bichanos!

O que predispõe o ganho de peso é a ingesta excessiva de calorias e o baixo gasto de energia. Dieta caseira, petiscos ao pé da mesa e alimentação fora dos horários habituais podem ser os maiores vilões!

Informações importantes:

Normalmente, filhotes gastam mais energia e acabam tendo uma ingestão maior, enquanto animais idosos, fêmeas e castrados gastam bem menos energia e precisam ter sua dieta adaptada a essas condições. Não é legal deixar a ração toda a disposição, ou ceder sempre que eles aparecerem com aquele olhar “pidão” pra vocês! Mantenham a recomendação indicada para a idade e a raça deles e estimulem brincadeiras!

Animais em apartamentos ou que passam a maior parte do dia sozinhos tem mais propensão a obesidade, justamente por não terem companhia ou alguém estimulando-os a brincar!

Claro que o veterinário levará em consideração também o histórico do nosso pet, características, raça ou doenças pré-existentes que podem interferir e causar esse ganho desproporcional de peso. Mesmo tendo um veterinário a disposição, é nossa responsabilidade ficarmos atentos aos primeiros sinais, até porque é assim que poderemos  ajudar a evitar as maiores complicações da obesidade: diabetes tipo 2, doenças respiratórias e cardíacas, osteoartrite, hipertensão e câncer.

obesidadepets1-1 Obesidade em Cães e Gatos

Existem programas de exercícios e dietas prescritos por veterinários que tem resultado muito positivo no tratamento da obesidade, mas podemos tomar iniciativas com algumas ações simples! Isso vale como prevenção, assim como nós não devemos nos entregar ao sedentarismo, nossos pets também devem ser estimulados a manter um equilibrio saudável entre as brincadeiras e a alimentação!

No caso dos gatos, procurar estimular com brincadeiras de caça, brinquedos que atraiam a atenção deles, colocar a ração mais distante dele ou num lugar mais alto, que faça-o andar além do habitual já ajudará na perda de peso. As vezes é um processo lento, mas necessário!

Para os cães também é preciso estimular brincadeiras e caminhadas. E se vocês tem o hábito de correr, levem-os para correr junto, façam com que eles se exercitem e gastem as calorias excedentes!

Detalhes que devem ser levados em conta:

Gatos: são preguiçosos por “natureza” – sim, mas nem tanto! Não deixem que isso mascare possíveis problemas de obesidade. Por serem mais letárgicos ou mais preguiçosos, o problema pode passar despercebido. Se notar que seu gato, que era super brincalhão, anda ficando muito tempo deitado, praticamente naquela vidinha de “comer e dormir” e quase não brinca mais, procure logo um veterinário!

Cães: no caso deles o que acontece é que nem sempre é só uma ingesta maior de calorias que causa a obesidade, cães são suscetíveis a doenças como hipotireoidismo por exemplo, que podem ser responsáveis pelo ganho excessivo de peso. Por isso é tão importante que o veterinário faça o acompanhamento. Não dá para simplesmente diminuir a alimentação, tem que investigar as causas sempre, do contrário, ao invés de ajudar seu bichano, você pode estar causando mais problemas!

Aqui tem uma tabela super completa com as características e alterações em relação ao peso, vale a pena analisar e comparar com seu pet em casa!

Lembrando que o essencial é que sejamos responsáveis com saúde deles, assim como devemos ser com a nossa!

Procurar um veterinário (essa dica sempre vai estar presente) é fundamental para que tudo ocorra da maneira correta, do diagnóstico ao tratamento, tudo deve ser supervisionado por esse profissional. Dietas, exercícios e algumas recomendações especiais para cada caso devem vir destes profissionais sem dúvida nenhuma, pois é a vida – e a qualidade de vida – do seu pet que está em jogo!

obesidadepets2 Obesidade em Cães e Gatos

Via: Pet Shop AuqmiaCachorro Ideal e Pet Obesity Prevention

Fotos: Westbridge Veterinary Hospital

 

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